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segunda-feira, maio 13, 2013

Com a família e entre amigos

 O 65.º aniversário de Vítor Borges foi pretexto para uma inolvidável jornada de convívio e amizade, que congregou, no passado sábado, dia 11 de Maio,  no restaurante "Clara", em Lisboa,  a família mais chegada e muitos amigos de peito. Em espaço apropriado (restaurante-jardim), Vítor Borges foi livro folheado de muitos episódios e afectos em que todos se sentiram de algumas páginas co-autores: a família, membros da "República do Caneco" (de laços indestrutíveis, forjada na juventude, em Lisboa,  a partir do início dos anos setenta) e amigos de outros encontros. 
Uma festa merecida para quem tem sabido dosear sábia e nobremente o seu percurso de vida, cuja magnanimidade e sentido de amizade têm influenciado outras vidas.
Em ano tomasiano,  a próxima reunião familiar terá lugar em Paus,  no primeiro fim de semana de Agosto (dias 3 e 4). Até lá, saudações tomasianas!

terça-feira, maio 29, 2012

Francisco Borges, jovem advogado, da estirpe de Resende

Fez,  ontem,  exame oral de acesso à Ordem dos Advogados. Embora,  na forma como se bateu nestas provas,  se revelasse já um promissor causídico, na senda do currículo paterno, o Dr. Francisco Trindade Borges vai continuar a dedica-se exclusivamente à preparação do seu doutoramento em direito penal.

segunda-feira, junho 27, 2011

Almedina publica "O Crime de Desobediência à Luz da Constituição", de Francisco Borges*

*Notícia publicada no Jornal de Resende, número de Junho de 2011
Clique na reprodução para ampliar

segunda-feira, maio 23, 2011

Presença de Resende na ARM

 
Decorreu no passado fim de semana,  em Fátima e Tomar,  o Encontro Nacional da ARM (Associação Regina Mundi, que congrega os antigos alunos da Sociedade Missionária da Boa Nova), em que  participaram dois elementos de Resende, o autor deste blogue e o seu irmão Vítor Borges. 
No sábado, dia 21, teve lugar em Fátima a Assembleia Geral, que elegeu os órgãos sociais para o triénio 2011/2014. No domingo, a ARM transferiu-se para o Convento de Cristo, em Tomar, onde foi celebrada missa e foi servido o almoço. Importa referir que parte do Convento de Cristo foi,  até aos inícios dos anos  noventa do século passado,  um dos Seminários da Sociedade Missionária, onde estudavam os alunos dos 1.º e 2.º anos. Essas instalações tinham sido cedidas pelo Estado e retornaram ao Estado. A missa foi celebrada na antiga capela e o almoço foi servido no grande refeitório dos "frades", onde voltaram a comer os antigos alunos que por aqui passaram.
Esta associação encontra-se num patamar de grande  dinamismo, estando a concretizar projectos de apoio em terras de missão, designadamente o projecto "Um Sorriso Para Ti", que tem como objectivo ajudar crianças carenciadas, o que levou a que muitas delas tivessem acesso à escola. Tem editado vários livros. E colabora nas actividades da Sociedade Missionária. Devido ao óptimo trabalho desenvolvido nos últimos três anos, todos os participantes foram unânimes na recondução do presidente cessante,  José Domingues dos Santos Ponciano, que integrou nos órgãos sociais muitos dos elementos da equipa anterior, entre os quais Vìtor Borges.
Uma palavra de grande apreço, dirigida ao Superior Geral da Sociedade Missionária, Padre Albino dos Anjos, que acompanhou em permanência este Encontro. Presidiu aos trabalhos da Assembleia Geral; acompanhou os armistas na visita ao Convento de Cristo; celebrou a missa; e almoçou com todos os presentes.

sexta-feira, maio 20, 2011

Dr. Francisco Borges publica "O Crime de Desobediência à Luz da Constituição", na Almedina

O objecto deste estudo é a delimitação do conteúdo normativo do crime de desobediência à luz da Constituição, mais precisamente do princípio da legalidade e do princípio da necessidade da pena. Parecendo ser elevada a frequência do crime de desobediência, uma eventual questão de constitucionalidade apresenta, desde logo, um interesse prático imediato. Contudo, na medida em que a rigorosa delimitação do conteúdo de princípios constitucionais é sempre uma tarefa difícil, que exige a aplicação prática dos princípios em casos concretos, pretende-se que este estudo não seja apenas relevante para quem se interesse particularmente pelo crime de desobediência, mas também que contribua para a discussão em torno dos dois princípios constitucionais em causa.
Este livro é, com pequenas alterações,  a publicação  da tese de mestrado do Dr. Francisco Borges, defendida na Universidade Nova de Lisboa e classificada com 18 valores, tendo sido considerada de grande relevância pelos seus mestres  e de grande interesse para os magistrados, advogados e todos os que   têm de ponderar, avaliar e debater-se com  estas matérias e, por isso, agora publicada. No âmbito das obras de direito, tem sido o livro mais vendido pela Almedina (link).
Recorde-se que  Francisco Borges, doutorando em direito, é filho de Vítor Borges, natural de Paus-Resende, e advogado em Lisboa.   Francisco Borges está muito ligado ao nosso concelho, onde  passou muitos dos seus períodos de  férias e onde continua a  deslocar-se  com muita frequência.

sábado, dezembro 11, 2010

Dr. Vítor Borges nomeado assessor da Sociedade Missionária da Boa Nova

Foi nomeado,  no passado dia 3 de Novembro,  pelo Superior Geral do Instituto em epígrafe.

sexta-feira, julho 09, 2010

Comunicação do Dr. Vítor Borges na apresentação do livro "Nuno de Santa Maria:fragmentos de memória persistente"














Teve lugar em sessão realizada no Casino da Figueira da Foz, no passado dia 25 de Junho, podendo ser lida aqui.

sábado, junho 26, 2010

Vítor Borges no Casino da Figueira da Foz:"O livro do Prof. Aires Nascimento é imprescindível para a compreensão rigorosa de São Nuno de Santa Maria"









Foi apresentado ontem, no Casino da Figueira da Foz, o livro do Prof. Doutor Aires Nascimento "Nuno de Santa Maria: fragmentos de memória persistente". Nesta sessão, o nosso conterrâneo Dr. Vítor Borges fez o elogio do autor, que é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e que se notabilizou por ter iniciado e desenvolvido em Portugal campos específicos, designadamente no âmbito da Codicologia, Filologia e Literatura Latina Medieval e Informatização de textos clássicos. Do seu extenso currículo referiu ter sido Presidente do Instituto Português de Arquivos, Director ( durante 25 anos) da revista "Euphrosyne", Director do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras (durante 15 anos) e autor e tradutor de centenas de livros e artigos.
"Ninguém mais indicado do que o Prof. Aires Nascimento para fazer a história rigorosa deste nosso herói e santo através do estudo de documentos e testemunhos escritos dispersos", referiu. Relembrou a feliz coincidência da data desta apresentação, pois D. Nuno Álvares Pereira nasceu a 25 de Junho e não no dia 24 como até aqui se pensava. Isto porque "o cronista Fernão Lopes disse que o Condestável do Reino , no dia 6 de Abril de 1385, tinha 24 anos, 9 meses e 12 dias". Este facto constitui um bom exemplo do rigor do autor.
Na sessão de apresentação, estiveram também presentes, além do autor, Santos Ponciano, Presidente da Associação Regina Mundi (dos antigos alunos da Sociedade Missionária Portuguesa, que estudaram no Seminário de Cernache do Bonjardim, local onde nasceu Nuno Álvares Pereira), responsável pela edição e distribuição da obra.
Quem desejar adquiri-la poderá fazê-lo para o e-mail: regina.mundi@hotmail.com ou para o telef. 218 851 546 e telem. 927 651 424 ou por carta para ARM (R. da Bempostinha, 30*1150-066 Lisboa. O produto da venda reverte a favor do projecto "Um sorriso para ti" , de apoio a crianças das Escolas das Missões.

quarta-feira, julho 15, 2009

Francisco com defesa de Mestre

Teve lugar, no passado dia 8, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, a discussão pública da dissertação de Mestrado do Dr. Francisco Miguel da Trindade e Silva Borges, intitulada "O crime de desobediência à luz da Constituição", que foi defendida com raro talento, tendo sido classificada com 18 valores.
Quo non ascendet?

quinta-feira, abril 23, 2009

Vítor Borges apresenta livro sobre o Santo Condestável

"Cernache do Bonjardim-Terra do Santo Condestável" é o título do livro, escrito pelo Prof. Doutor Aires Nascimento, da Universidade Clássica de Lisboa, que foi apresentado no passado dia 17 de Abril, em Lisboa, pelo nosso conterrâneo Dr. Vítor Borges, cujo texto pode ler aqui. Na sessão estiveram presentes, entre outras individualidades, o Reitor da Universidade Clássica de Lisboa, o comandante da Escola Prática de Infantaria, o Superior Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova, o Reitor do Seminário de Cernache do Bonjardim e os presidentes das Juntas de Freguesia do Santo Condestável-Lisboa (em cujo salão nobre se realizou a cerimónia) e de Cernache do Bonjardim.
Refira-se que, muito provavelmente, D. Nuno Álvares Pereira, que será canonizado no próximo domingo, nasceu no paço da quinta, em Cernache do Bonjardim (Sertã), onde actualmente funciona o Seminário das Missões, da Sociedade Missionária da Boa Nova.

segunda-feira, maio 19, 2008

Cerejas

Comemos hoje as primeiras cerejas vindas de Resende, mais propriamente de S. João de Fontoura, graças ao Vítor, que passou pela nossa terra. A visita foi uma surpresa. As cerejas uma prenda inesperada (e deliciosa).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Joaquim Pinto ("Pinto's Cabeleireiros") em destaque no Jornal de Notícias


Este nosso conterrâneo é mais uma vez objecto de uma crónica no Jornal de Notícias (edição de domingo passado).
"Joaquim Pinto, o cabeleireiro mais disputado pela classe política, por engenheiros, militares, médicos e jornalistas, quer criar um museu do barbeiro/cabeleireiro e já iniciou contactos com várias câmaras no sentido de colher apoios, entre as quais Lisboa, Cascais, Loures, Odivelas e Resende, a sua terra natal. Espólio não falta. Só Joaquim Pinto tem mais de mil peças, entre bacias e cadeiras de barbeiro-dentista, ferros de torcer bigodes, embalagens de brilhantina, tesouras e navalhas". Para a leitura integral da crónica, clique e aqui.
Na foto, Joaquim Pinto corta o cabelo ao conterrâneo Dr. Vítor Borges (link), conceituado advogado na capital.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Falecimento de Filipe de Azevedo

Foi a enterrar no passado domingo Filipe de Azevedo, do Formigal, que recebeu "carta de chamada" de sua esposa, D. Deolinda, falecida há cerca de dois meses.
Recordo o Sr. Filipe por ser um homem honrado e, particularmente, por ter sido proprietário da Vinha Velha, onde eu e os meus irmãos nascemos e passamos a nossa primeira infância, e que tratou como um jardim.
A Vinha Velha voltou às raízes, pois foi adquirida pelo nosso irmão Vítor Borges.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Parabéns ao Dr. Francisco Borges

Cá em casa, estamos orgulhosos e levantamos a taça ao novo licenciado em direito (e com o mestrado na área curricular) pela Universidade Nova de Lisboa, Dr. Francisco Borges, meu dilecto sobrinho, que ontem recebeu o respectivo diploma, tendo também sido agraciado com uma distinção por integrar o quadro de mérito dos melhores alunos.
Sob a orientação da Prof. Doutora Teresa Beleza, encontra-se a preparar a dissertação de mestrado na área de direito penal, que defenderá dentro de meses.

terça-feira, setembro 11, 2007

Vítor Borges vence gigante financeiro em tribunal

Vítor Borges (link), nosso conterrâneo e conceituado advogado com escritório em Lisboa, acaba de conseguir mais um feito como defensor da pequena Caixa da Chamusca num processo movido pelo maior banco português (a Caixa Geral de Depósitos). Em causa estava a pretensão desta instituição financeira na utilização exclusiva da designação "caixa", tendo sido declarado nulo o seu registo a favor desta entidade. De acordo com a sentença do tribunal, a abreviatura "Caixa da Chamusca", acompanhada da indicação completa Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Chamusca, CRL, poderá continuar a ser utilizada.
O Dr. Vítor Borges conseguiu provar que o registo "caixa" não acrescenta nada de novo em termos de individualização e identidade de um produto, serviço ou firma, para que possa ser utilizado em exclusivo pela CGD como sua "marca" distintiva.
Para um completo enquadramento deste singular processo judicial, clique aqui e leia a página 10.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Comunicação de Vítor Borges sobre "Direitos humanos e a dignidade dos doentes pobres"

No âmbito do VII Encontro Nacional da APARF (Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau), o Dr. Vítor Borges, nosso conterrâneo e advogado em Lisboa, proferiu, no passado dia 4 de Novembro, em Fátima, uma comunicação sobre o tema tão pertinente, embora fora de moda, dos "Direitos humanos e a dignidade dos doentes pobres". Pelo seu interesse, reproduzem-se alguns excertos.
"(...)
Para os cristãos não existe necessidade de qualquer declaração de direitos humanos, na medida que a dignidade de todos e cada um têm aquele fundamento e justifica-se por si.

A partir do racionalismo e do iluminismo europeu, a moral e a ética deixaram de poder ser fundamentados em convicções religiosas e, por isso, houve necessidade de, por outra via, relevar os direitos das pessoas, os chamados direitos humanos.

Como, desde o século XVIII, a sociedade se organizou com o princípio do império da lei, ou seja, todos são iguais perante a lei e todos devem obedecer às leis, foi necessário introduzir nos sistemas jurídicos ocidentais determinadas declarações de princípios positivos que salvaguardassem os direitos iguais das pessoas perante a lei.

A constituição americana (antes, a Magna Carta já considerava direitos civis iguais) foi a primeira a declarar por escrito a dignidade fundamental de todos os seres humanos perante a lei e perante o Estado.

A revolução francesa (jacobina e laica) veio depois, com as três palavras paradigmáticas – liberdade, igualdade e fraternidade – pretender fundamentar a igualdade de todos os seres humanos em princípios de mera racionalidade que tinham a ver com os chamados filósofos das luzes e que tinham sido desenvolvidos, entre outros, por Emanuel Kant.

Vimos depois, nos séculos XIX e XX, que estas declarações de princípios não tiveram grande sucesso.

Foi necessário chegar ao fim da segunda guerra mundial para que os Estados definissem positivamente quais são os direitos fundamentais de todos os seres humanos com a chamada Declaração Universal dos Direitos Humanos adoptada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948.

A partir daí muitas outras declarações e textos legais têm sido produzidos como o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, a Declaração e Programa de Acção de Viena, a Declaração do Milénio, o Estatuto do Conselho da Europa, a Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais também do Conselho da Europa, a Carta Social Europeia, etc, etc.

Toda esta legislação parte de uma convicção profunda que é a de que todos somos seres humanos, de que todos temos necessidades comuns e todos pertencemos ao género humano.

Enfim, todos somos pessoas e como pessoas somos sujeitos autónomos e livres, capazes de direitos e sujeitos de deveres.

A dignidade da pessoa humana constitui assim o núcleo essencial dos direitos fundamentais.

.............

O seu fundamento já não é nem Deus nem qualquer princípio religioso, mas sim a natureza humana enquanto tal e o chamado direito natural.
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Quanto a direitos parece que não faltam, difícil é concretizá-los.
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Aparentemente, os direitos humanos, os direitos fundamentais da pessoa humana, os direitos de não discriminação, os direitos dos pobres e os direitos dos doentes (ainda por cima pobres) estão assegurados.

Mas não estão.

Nunca como hoje se falou tanto de direitos humanos, de ética e até de responsabilidade social das empresas e das organizações.

Os Estados modernos assentam na ficção de que todos os homens são iguais.

Contudo, têm dificuldade em fundamentar essa igualdade.

Como são estados democráticos, assente no direito de todos poderem participar na vida pública, ou seja, de votar, e todos construídos no princípio do direito ou do império do lei, não encontram razões que possam justificar qualquer desigualdade.

Para segurança dos próprios Estados e dos cidadãos que representam, as situações de desigualdade extrema ou de pobreza extrema podem criar tensões sociais passíveis de gerarem violência.

Quando os Estados falam de pobreza, hão-de reparar que todos falam da chamada inclusão social.

É necessário que todos se sintam incluídos nos objectivos dos Estados, gerando as situações de exclusão aquelas tensões.

No passado dia 23 de Outubro foi apresentado o chamado Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI) relativo aos anos 2006/2008.

No Relatório, é apresentada a situação de pobreza em Portugal que necessariamente nos envergonhará.

Em 2004, cerca de 21% da população portuguesa vivia abaixo do chamado limiar de pobreza.

Na Europa dos 25, esta situação era de 16%.

Há diferenças até entre os sexos, sendo que também em 2004, 22% das mulheres estavam em situação de pobreza contra 20% dos homens, sendo as mulheres a apresentar sistematicamente um risco de pobreza mais elevado desde 1995.

O carácter persistente das situações de pobreza também é evidenciado no Relatório que justifica aquele Plano.

Cerca de 15% da população vivia abaixo do limiar de pobreza em 2001 e em, pelo menos, dois anos dos três precedentes.

Esta situação não resulta de condicionalismos conjunturais, mas estruturais, sendo que é acompanhada de cada vez maior desigualdade na distribuição de rendimentos quanto maior é o desenvolvimento económico do país.

O grau de desigualdade na distribuição dos rendimentos em Portugal é o mais elevado da União Europeia.

Em 2004, a proporção do rendimento recebido pelos 20% de maior rendimentos da população era 7,2x superior à recebida pelos 20% de menores rendimentos.

Na União Europeia esta relação é de 4,8.

Uma sociedade não pode continuar com tão elevado grau de desigualdade, pelo que se impõe a inclusão dos que estão numa situação de potencial exclusão como remédio de eventuais surtos de insegurança ou violência.

Os pobres não são defendidos porque a sociedade lhes reconhece direitos ou lhes reconhece a sua dignidade intrínseca, mas porque é necessário incluí-los porque a sua exclusão é potenciadora de problemas.

Quando os países ricos, como os E.U.A. ou a Europa, definem como política apoiar os países pobres, fazem-no pelas mesmas razões.

Existem, no entanto, pessoas, organizações, instituições que apoiam as pessoas, pobres, doentes, deficientes, nos mais diversos países, incluindo os seus, por motivos, não egoístas, porque lhes reconhecem a sua dignidade humana intrínseca porque criados e filhos do mesmo Deus.

Antes de os Estados se preocuparem com a saúde e o bem estar daquelas pessoas, já outras abriam hospitais, fundavam misericórdias, tratavam dos leprosos e de outros doentes segregados pela sociedade, saíam das suas terras e iam para países inóspitos porque consideravam todas as pessoas iguais, com direitos e dignidade iguais.

Alimentar os que têm fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, visitar os doentes, era um imperativo categórico não baseado na razão pura ou prática de Kant, não em qualquer Declaração de Direitos, mas no dever moral de assistir aos seus irmãos, porque têm a dignidade de filhos de Deus.

Hoje fala-se muito em direitos esquecendo-se os deveres.

Em muitos casos considera-se que as pessoas têm direitos conferidos pelo Estado, esquecendo-se os deveres que as pessoas e a sociedade têm não só consigo mas também com os outros.
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Embora da lei escrita (nacional, europeia, transnacional, internacional) conste a total proibição de toda a discriminação, nós sabemos que os doentes pobres são duplamente discriminados, não só por estarem doentes mas, sobretudo, por serem pobres.
............."

sábado, abril 22, 2006

"Vinha Velha" lavrada pela última junta de vacas que resta em Paus

As vacas eram uma presença contínua nos nossos campos, caminhos e aldeias. Constituiam uma força de trabalho imprescindível e uma fonte de riqueza relevante.
Presentemente, em Paus, só resta esta junta de vacas, que se encontram ao lado a descansar, após terem lavrado um campo da Vinha Velha.

Refira-se, a propósito, que esta propriedade constitui património afectivo da nossa família, tendo sido adquirida recentemente , e em boa hora, pelo nosso irmão Vítor Borges, advogado em Lisboa.
Tivemos a oportunidade de provar uma preciosidade desta quintinha, servida em "bojuda infusa", ou seja, "(...) um vinho fresco, esperto, seivoso, e tendo mais alma, entrando mais na alma que muito poema ou livro santo", como diria Eça pela boca do nosso "vizinho" D. Jacinto, em A Cidade e as Serras.

domingo, outubro 09, 2005

Resende no encerramento das comemorações dos 75 anos da Sociedade Missionária da Boa Nova

Terminaram hoje, em Cernache do Bonjardim (Sertã), as comemorações dos 75 anos da fundação da Sociedade Missionária da Boa Nova. Esta instituição, destinada à missionação, é formada por padres e leigos, tendo sido fundada por PioXI, a pedido dos bispos portugueses. Estiveram presentes o P. José Tomás Borges, o subscritor desta página e familiares.
De Paus, são membros o referido P. José Tomás Borges, que integrou a sua Direcção Geral e esteve vários anos em Moçambique, e o P. Anselmo Borges, autor de vários livros e actualmente docente da Universidade de Coimbra. Frequentaram também os seus seminários o Dr. Vítor Borges, insigne advogado em Lisboa, o subscritor desta página e Alípio Paulino, homem de grande curiosidade intelectual. O responsável por estes "recrutamentos" foi o saudoso Ir. José Ribeiro, que gozava de muita simpatia em Paus.
É hora de agradecer. Os seminários foram as instituições que mais fizeram pela promoção social e intelectual das crianças e jovens das zonas mais desfavorecidas. Em vez de "Manhãs Submersas", pelas portas que abriram, proporcionaram antes "Manhãs de Esperança".