No passado sábado, vindo de Coimbra, após passar por Feirão, parei para observar as obras em curso na estrada. Acto contínuo, estacionou um carro ao pé de mim a pedir-me responsabilidades pela ocupação de um terrenos seus com materias das obras. Respondi-lhe que nada tinha a ver com o assunto. Pediu-me desculpa, mas pensava que "eu era o responsável das obras". Pouco depois, um outro senhor abrandou a marcha, dizendo-me: "ou arranja isto depressa ou estamos todos f. no Inverno..." e avançou.Há cerca de 20 anos, de férias em S. Pedro do Sul, faltou pouco para me mandarem para a estiva. Ao entrar num café, sou interpelado por alguém que, sem hesitar, ordena: "um cafezinho, se faz favor". A seguir, dirigi-me para um mini-mercado, sendo logo interrompido à entrada por uma senhora, dizendo: "leve-me este saco de batatas ali ao carro".
Nota: "por desvario", a data da foto está trocada.













Ao assistir à actuação do rancho de Paus, senti e revivi o ânimo e a coragem daqueles que nos precederam. E força para continuar.








ncial. Ou melhor: os lugares e as coisas estão animados de uma vida que a auscultação física não confirma. Uma presença oculta por detrás da realidade fá-la pulsar, sem que ela na verdade se mova. E essa força secreta não é senão o génio do romancista. É Eça a cometer façanhas encarnado em Tructesinho e a contá-las na pele de Gonçalo: Por isso, para que o romance se encontre, é preciso sabê-lo primeiro, trazê-lo de memória, colar cada página a cada pormenor da paisagem, que só então fica palpitante e habitada.