Mostrar mensagens com a etiqueta Religião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Religião. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Postal de Natal do Papa Francisco

O Papa Francisco escolheu uma frase de São Leão Magno, ‘Exultemus in die salutis nostrae’ («Exultemos no dia da nossa salvação), para o seu cartão de votos natalícios deste ano.
No postal foi reproduzida a imagem ‘Os anjos em adoração ao Menino Jesus’ de Carlo Maratti (Maratta).
Nascido em 1625 em San Germano di Camerano (Ancona), Maratti foi uma figura central da pintura italiana da segunda metade do século XVII.
Formado em Roma (onde faleceu em 1713) na escola de Andrea Sacchi, entre os máximos expoentes do classicismo, é autor de importantes obras sacras que ainda hoje é possível admirar no Vaticano e nalgumas igrejas da cidade.

quinta-feira, setembro 17, 2015

Padre Miguel Peixoto é o novo Director Espiritual do Seminário de Resende

Em substituição do Pe. Abel Rodrigues Costa, foi nomeado  Director Espiritual do Seminário de Resende o Pe. Miguel dos Santos Patrício Peixoto. 
Houve mais uma alteração neste Seminário, pois, a partir do presente ano lectivo, o Pe. José Miguel Loureiro Almeida passa a integrar a respectiva equipa formadora. 

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Manuel Vilas Boas entrevista Anselmo Borges

Nesta entrevista, a propósito do lançamento do livro DEUS AINDA TEM FUTURO?, e realizada por Manuel Vilas Boas, Anselmo Borges afirma que «o que está principalmente em crise é a religião institucional". 
Para ouvir aqui. 

terça-feira, dezembro 24, 2013

Opinião de Paulo Rangel no jornal Públicol: "Deus é Aquele que está"

Um dos melhores artigos sobre o Natal,  de Paulo Rangel,  a partir de uma conversa com Anselmo Borges, em Valadares, que pode ler aqui. 

quinta-feira, março 28, 2013

Cerimónias da Semana Santa nas Paróquias de Resende, Anreade e Paus

Resende
*Quinta-Feira Santa,  às 18h, celebração da Ceia do Senhor na igreja paroquial
*Sexta-Feira Santa, às 15h, cerimónias da Paixão e Adoração da Cruz na igreja paroquial. Às 21h30, dramatização da Paixão de Cristo na vila
*Sábado de Aleluia, às 21h, cerimónias da Vigília Pascal na igreja paroquial
Anreade
*Quinta-Feira Santa,  às 18h15,  celebração da Ceia do Senhor. Adoração do Santíssimo até à meia-noite
*Sexta-Feira Santa, às 18h, celebração da Morte do Senhor. Às 19h30, Procissão do Enterro do Senhor
*Domingo de Aleluia, às 07h00, Missa da Ressurreição. Visita Pascal a partir das 08h30.
Paus
*Quinta-Feira Santa,  às 17h, celebração da Ceia do Senhor na igreja paroquial
 *Sexta-Feira Santa, às 17h, cerimónias da Paixão
*Sábado de Aleluia, às 20h, cerimónias da Vigília Pascal
*Domingo de Aleluia, às 08h, Missa da Ressurreição na igreja paroquial. Haverá também Missas nas capelas de S. Pedro do Souto e Moumiz, respectivamente às 07h e 09h30.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Anselmo Borges no debate sobre a "Opus Dei", organizado pelo DN

Teve lugar ontem na sequência de uma grande investigação levada a efeito pelo DN e pode ser vista aqui.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

"Jesus, a biografia (im)possível"

A partir  e com os contributos do colóquio "Quem foi (é) Jesus Cristo?", organizado por Anselmo Borges, que decorreu no Seminário de Valadares nos dias 8 e 9 de Outubro de 2011, pode ler aqui o   o artigo "Jesus, a biografia (im)possível", de António Marujo, publicado no Público (no passado dia 23 de Dezembro).

quarta-feira, outubro 12, 2011

Colóquios Igreja em Diálogo: “Quem foi (é) Jesus Cristo?”- Domingo (dia 9)

José María Castillo: “Jesus e a Igreja”
Começou por referir que há um contraste entre a apreciação do público em geral acerca de Jesus e a apresentação que a Igreja faz do mesmo Jesus, a qual  leva muita gente a afastar-se. É sintomático que os bispos espanhóis tenham retirado o último livro do teólogo  José António Pagola,  para que as suas ideias e reflexões não possam ser lidas.
A Igreja e a respectiva organização nascem com S. Paulo, que não conheceu Jesus nem o quis conhecer. O percurso terreno de Cristo é-lhe desconhecido. O encontro concretiza-se  com a visão/experiência a caminho de Damasco. Depois deste acontecimento esteve longe do contacto com os discípulos e apóstolos. De acordo com a concepção de S. Paulo, Jesus estava programado para ser a vítima que Deus necessitava. A preponderância que S. Paulo veio a ter não foi inocente. Ele reafirmou de modo obsessivo a sua autoridade como apóstolo, “pela graça de Deus”. Concebeu uma Igreja a partir da autoridade, desejando gente submissa. De qualquer forma, tem de se reconhecer o seu papel: i) na universalização do cristianismo, fazendo com que saísse dos limites estreitos do judaísmo, ii) na facilitação da sua integração nas culturas helénica e romana e iii) institucionalizou o movimento operado por Jesus.
Há que retornar aos evangelhos. Afirmou que as  preocupações de Jesus foram no sentido de ir contra o sofrimento, defendendo uma reorganização das relações humanas, de forma a evitar a existência de excluídos, pobres e marginais. No fundo, Jesus era favorável a que se vivesse o melhor possível. A primeira entidade a desobedecer ao evangelho é a Congregação para a Doutrina da Fé, referiu.
Reconheceu que tem de haver alguma organização . Sem a Igreja não teria tido contacto com a fé. Há sociólogos que afirmam que, em geral,  um movimento sem organização durará no máximo duas ou três gerações.

Juan José Tamayo: “Jesus e as religiões”
Iniciou a conferência, dizendo que se passou de uma sociedade mono-religiosa para uma sociedade multi-religiosa. Perguntou se o modelo multi-cultural e religioso não desembocará no relativismo. Adiantou que isso parece não se confirmar, pois em cidades,  onde há diversidade religiosa, é patente   uma maior prática religiosa. Com a catequese escolástica sabiam-se todas as respostas; face aos desafios da sociedade multi-cultural já não se sabe nada, surgindo novas questões a que é necessário responder.
O diálogo inter-religioso tem vários limites e cambiantes.   Desde os  defensores   do cristianismo como única religião verdadeira, a única detentora da salvação, onde as pontes de diálogo são mínimas, pela impossibilidade de relações simétricas, até aos que  entendem  que as religiões não concedem a salvação, mas são mediações que ajudam os crentes a consegui-la.  Na linha de H. Kung,  o grande objectivo do diálogo entre as várias religiões seria  encontrar  um “ethos” básico universal,  ou seja, um consenso ético em torno das grandes questões: a paz e a justiça, defesa do meio ambiente, direitos das mulheres, etc.
 A terminar, realçou que a maioria das religiões mostra uma grande disponibilidade para o diálogo, descontando as franjas fundamentalistas. Relativamente ao Islão, onde o extremismo está em expansão,  lembrou que o Corão defende o direito fundamental da liberdade religiosa: “não há coacção na religião”. Este livro sagrado declara que a humanidade não tem nem terá um mesmo credo.

Isabel Allegro de Magalhães: Jesus e as mulheres
Pela leitura dos evangelhos, Isabel Magalhães está convencida que Jesus Cristo não foi um reformador social. Há na sua mensagem uma proposta ética e um “ethos” de inclusão,  ao contrário de algumas feministas que vêem  nele um militante dos direitos e igualdade das mulheres. De qualquer forma, tratou-as “com muito esmero”.
No “Cântico dos Cânticos”, a paridade é completa, porque tudo indica que foi escrito por uma mulher. Realçou  o diálogo  com a Samaritana, onde decorre uma conversa aberta inter-pares em que Jesus lhe faz uma revelação singular, comunicando-lhe   que era o messias, o que acontecia claramente pela primeira vez. “…A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier,  anunciar-nos-á  tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. É sintomático também que Jesus ressuscitado  também aparecesse primeiro às mulheres.
Acha que as mulheres sempre estiveram mais ligadas a uma cristofania do que a uma cristologia,  pela maior adesão à dimensão sapiencial e profética.

Andrés Torres Queiruga: “Ressurreição dos mortos?”
Começou por afirmar que a ressurreição é um conceito familiar ou conhecido de muitas religiões, incluindo a judaica. A vida foi sendo construída na concepção de que o homem  transcendia o túmulo, realizando-se para além da morte. Deus era o Deus dos patriarcas e dos profetas; é um Deus de vivos. Os judeus acreditavam que isso aconteceria no fim dos tempos.
A ressurreição, contudo, não é um acontecimento histórico nem empírico. Jesus ressuscitado não poderia aparecer aos apóstolos nem ser visto, porque é uma realidade transcendente, de “outra  ordem”, não sendo acessível aos sentidos.
Deus não intervém milagrosamente no mundo nem interveio no último minuto, evitando a morte de Jesus. Ao contrário do que alguns pensam, no entendimento de Queiruga, os discípulos não desanimaram com a morte de Cristo. A sua morte ainda lhes deu mais força. Os gestos e as palavras de Cristo deram um tal sentido às suas vidas, que a injustiça da morte na cruz foi o catalisador para continuar e anunciar a experiência do contacto com o Mestre.
Queiruga acredita firmemente na bondade de Deus, que não podia criar o homem para o nada, estando convencido que este continuará numa outra vida.
Muitos (nos quais me incluo) entendem, contudo,  que os discípulos entraram em grande desânimo após a morte de Cristo, tendo posteriormente  passado  por uma experiência de tal forma marcante que alterou completamente  o rumo das suas vidas e que lhes permitiu ver e intuir clara e “finalmente” o sentido e o fio condutor do percurso do Mestre. A este acontecimento se chama ressurreição, que está de acordo com a leitura dos evangelhos. As aparições são catequeses da ressurreição.

Albino Valente dos Anjos (Superior Geral da Sociedade Missionária): Palavra de encerramento
Começou por manifestar regozijo pela grande participação e interesse pelos trabalhos deste colóquio, afirmando que aqui vivemos em liberdade.
Dirigindo-se a Anselmo Borges, afirmou:  “Felicito-o pelo tema escolhido para este colóquio, pelo modo sábio como o estruturou e pelo ambiente que criou”. E anunciou que para o próximo ano iria ter lugar um novo colóquio, incumbindo-o de ser o responsável pela sua organização.

Nota final
Foi um colóquio sem powerpoints. Os conferencistas expuseram sabiamente o resultado das suas investigações e reflexões, usando exclusivamente a palavra e apontamentos, como sempre fizeram os mestres. E dialogaram no fim de cada lição.

terça-feira, outubro 11, 2011

Colóquios Igreja em Diálogo: “Quem foi (é) Jesus Cristo?”- Introdução

 Qual foi a ideia dominante deste Colóquio?  Que mensagem ficou para a maioria das pessoas? Qual a voz que ainda se continua a escutar, passadas já algumas horas?
Atrevo-me a dizer que foi a afirmação pela recuperação da mensagem profética de Jesus, que anunciou a Salvação aos pobres e excluídos, que comunicou a Esperança aos desenganados, que  deu a conhecer a face acolhedora de Deus…
Alguém disse que este encontro reuniu os teólogos mais eminentes da Península, um feito que nenhuma instituição da Espanha católica se atreveu a levar por diante até hoje. Perante este receio, pareceria  legítimo pensar-se que estaríamos  perante um conjunto de pessoas dispostas a tudo para semear a cizânia  da divisão na Igreja Católica, criando brechas na fé. Nada de mais errado. Catedráticos, com muitas obras publicadas, cultivam a simplicidade,  esforçam-se por  comunicar de forma clara, estão disponíveis para esclarecer e  gostam de contar uma boa piada. Embora não se revendo na actual estrutura da Igreja, não pretendem desmantelá-la. Reconhecem que a fé e o conhecimento de Cristo lhes chegou através dela.
O que pensam do Cristo da história e da fé é fruto de uma longa caminhada, com muitas sinuosidades e não raras vezes pejada de sofrimento no enfrentamento da mentira e da hipocrisia. Mas têm de ser coerentes com  o rigor intelectual e o amor à verdade. Vi, por exemplo,  em José Maria Castilho um homem livre, que aos 80 anos abandonou os jesuitas para continuar a dizer e a escrever o que pensava e, desta forma, não prejudicar os seus confrades. Mas espantou-me a sua humildade, pois,  antes de começar a sua conferência, não teve pejo em afirmar que se entregava à misericórdia de Deus. E testemunhou uma fé inquebrantável.
E actuam em conformidade. Por exemplo, Andrés Torres Queiruga, sem conhecer o Padre Francisco, pároco de Cantanhede, aceitou através de uma troca de e-mails, ocorrida uns dias antes deste colóquio, o  convite para ir falar nesta paróquia. Ser-lhe-ia mais cómodo,  com certeza,   retornar calmamente a Santiago de Compostela no fim dos trabalhos,  em Valadares.
 O que se segue não é um resumo; nunca poderia ser. São apenas frases e observações que destaco como ecos, eventualmente imprecisos e descontextualizados.
Nota: No sábado, à noite, decorreu um concerto de música de câmara, pelo grupo “Performa Ensemble”,   na bonita igreja do seminário. Uma delícia para terminar o dia!

quinta-feira, outubro 06, 2011

Colóquio de Valadares do próximo fim de semana em destaque em órgão de informação religiosa espanhol

"Coloquio sobre Jesús. Los "mayores" teólogos de España se reúnen en Portugal" titula Religión Digital.com(link) 

(Xabier Pikaza).-No sé si son los mayores, pero sí de los más significativos: Faus y Queiruga, Castillo y Piñero, Tamayo y Estrada... con varios profesores de Portugal, se reúnen este fin de semana, bajo la dirección del Dr. Anselmo Borges, en el Seminario de los "Missionários da Boa Nova", para celebrar un Coloquio Ibérico sobre Jesús, en la ciudad de Oporto (Portugal). He sido también invitado y asistiré, Dios mediante, pues se trata de un encuentro único entre historiadores, teólogos y pensadores cristianos muy significativos de la Península Ibérica, en el momento actual.
Se trata, por lo que advierto, de uno de los acontecimientos teológicos más completos de este momento eclesial, con participantes de varias tendencias, todos ellos acreditados por su labor al servicio de la cultura y de la iglesia. Es un encuentro ibérico, en el mejor sentido de la palabra, en Oporto, ciudad emblemática de la Península, lugar de cruce y encuentro de pueblos, entre Galicia y León, en la cuna de Portugal.
Se ha dicho que el encuentro más significativo de teólogos de la Península tiene que hacerse en Portugal, pues ninguna institución de la España católica se hubiera atrevido hoy a invitarles. Sea como fuere, se trata de un encuentro importante. Eneste post me limito a presentar los coloquios. Sobre mi tema ofreceré un compendio (quizá el texto completo) otro día.

sábado, junho 12, 2010

Divindade impessoal e o Deus pessoal

É frequente ouvir pessoas que se afirmam cristãs dizerem: sim, eu acredito, "ele há qualquer coisa de superior que nos governa". Pergunta-se: essas pessoas acreditam no Deus cristão? Realmente não, já que, na perspectiva cristã, Deus é invocável, da ordem do pessoal e não do impessoal.
Assim começa a reflexão de Anselmo Borges no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, março 20, 2010

Religião e saúde

No quadro da "medicina psicossomática", é sabido hoje, por exemplo, que o stress ou a solidão podem contribuir para aumentar a tensão arterial. Foi assim que se começou a estudar também a fisiologia da meditação para compreender a influência do espírito sobre o corpo. Na sua obra The Spiritual Brain, Beauregard cita 158 estudos médicos sobre o efeito da religião na saúde, concluindo que 77% fazem menção de um efeito clínico positivo. Um estudo mostrou que os "adultos mais idosos que participam em actividades religiosas pessoais antes do aparecimento dos primeiros sinais de handicap nas actividades do quotidiano têm mais esperança de vida do que os que o não fazem".
Eis um excerto do artigo de Anselmo Borges, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, fevereiro 20, 2010

Haiti. Onde estava Deus? (2)

O teólogo A. Torres Queiruga pergunta se não é contraditório pretender pensar um mundo finito sem mal. Face ao mal, que atinge crentes e não crentes, todos têm de viver e justificar a sua fé. E Hans Küng, que reconhece que o mal parece ser "a rocha do ateísmo", pergunta, com razão, na sua última obra Was ich glaube (A minha fé): "O ateísmo explica melhor o mundo" do que a fé em Deus? "No sofrimento inocente, incompreensível, sem sentido, a descrença pode consolar? Como se a razão descrente não encontrasse também neste sofrimento o seu limite! Não, o antiteólogo não está aqui de modo nenhum melhor do que o teólogo."
Assim termina a crónica semanal de Anselmo Borges no DN de hoje, que pode ser lida aqui.

sábado, dezembro 19, 2009

A subversão da religião

Na vida de Jesus, há um paradoxo. Por um lado, viveu num recanto obscuro do Império Romano, a sua vida pública pode não ter chegado sequer a dois anos, morreu crucificado - a pena de morte mais ignominiosa, aplicada aos escravos. Por outro lado, a sua influência decisiva atravessa a História e mais de dois mil milhões de homens e mulheres reclamam-se ainda hoje do seu nome e confiam nele na vida e na morte.
Eis um excerto do artigo de Anselmo Borges, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, dezembro 12, 2009

Minaretes

De facto, enquanto os cristãos sempre falaram da inspiração divina na Bíblia, a maioria dos muçulmanos reclama-se do Alcorão ditado pelo arcanjo Gabriel. Por outro lado, enquanto Jesus entrou em Jerusalém e aí foi morto, ordenando a Pedro que metesse a espada na bainha, Maomé entrou em Meca simultaneamente como líder religioso, político e militar.
Assim termina o artigo de Anselmo Borges, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui na íntegra.

sábado, novembro 28, 2009

Darwin e a religião

Há evolucionistas materialistas, ateus, mas também os há crentes. As relações só azedam, quando, de um lado e do outro, se ergue o fundamentalismo: cientista ou religioso. Ora, contra esse duplo fundamentalismo, é preciso saber que Deus não é objecto de ciência: cientificamente, não se demonstra nem que há Deus nem que Deus não existe. Deus é objecto de fé e há razões para acreditar como há razões para não acreditar.
Eis um excerto do artigo de Anselmo Borges, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, setembro 26, 2009

As religiões em 2050

A profecia repetida do fim da religião não se confirma. De facto, quando se olha para o planeta e não apenas para a Europa, constata-se que Deus não morreu nem está em vias de desaparecer da consciência da imensa maioria da Humanidade. É o que mostra um estudo independente elaborado pelo grupo La Vie e o diário Le Monde, agora acessível também em espanhol: El Atlas de las religiones.
Assim começa o artigo de Anselmo Borges, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, setembro 05, 2009

Ética e religião

"Santidade, espero que ao receber esta carta goze de boa saúde. Rezo para que tenha todas as bênçãos de Deus na condução da nossa Igreja e inspire o mundo nestes tempos difíceis. Escrevo-lhe com profunda humildade para pedir-lhe que reze por mim, agora que a minha saúde declina. Foi-me diagnosticado um cancro no cérebro há mais de um ano e, embora continue em terapia, o mal continua a minar-me. Tenho 77 anos e preparo-me para a passagem seguinte da vida. Tive a graça de ser membro de uma família maravilhosa, e os meus pais, em particular a minha mãe, mantiveram a fé católica no centro das nossas vidas. O dom da fé manteve-se, cresceu e deu-me alívio nas horas mais escuras. Sei que fui um homem imperfeito, mas com a ajuda da fé procurei endireitar o caminho. Quero que saiba, Santidade, que nos quase 50 anos de serviço público, dei o meu melhor para embandeirar os direitos dos pobres e abrir portas de oportunidades económicas. Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé. Rezo para que Deus o abençoe a si e à nossa Igreja e agradeceria muito as suas orações por mim."
Anselmo Borges termina o artigo, publicado no DN de hoje, que pode ler aqui na íntegra, com um excerto da carta que o senador Edward Kennedy dirigiu ao Papa antes de morrer.

sábado, junho 27, 2009

Imagem de Deus e do Homem

Assim, o que é preciso compreender é que Deus não impõe mandamentos arbitrários, pelo culto de si e para ser tiranicamente obedecido. É igualmente um erro pensar que os homens e as mulheres ofendem Deus directamente. Como pode um ser finito ofender Deus? Pelo menos segundo a compreensão do cristianismo, Deus não se revelou por causa dele e da sua glória, mas por causa dos seres humanos e da sua felicidade, de tal modo que só o que ofende os homens e as mulheres o pode ofender a ele.
Eis um excerto do artigo de Anselmo Borges no DN de hoje, que pode ler aqui.