Ao contrário do esperado e do que aconteceu em muitas regiões do país, no passado fim de semana, em que a queda de neve foi notícia, no concelho de Resende, o nevão apenas "pegou" a partir de S. Cristóvão e no cimo da serra das Meadas, embora ainda chegasse a nevar em Moumiz e em Felgueiras.
terça-feira, janeiro 31, 2006
sábado, janeiro 28, 2006
As "minhas" primeiras eleições presidenciais
Recordo-me (tinha então 8 anos) de me ter sido dado na escola um folheto de propaganda, onde se enaltecia e se apelava ao voto em Américo Tomás como "o candidato da Nação" e se denegriam as figuras de Humberto Delgado e de Arlindo Vicente.
Alguém, na altura, me incutiu a ideia que o mais pejudicial para o país era Arlindo Vicente, por ser comunista. Entretanto, este veio a desistir a favor de Humberto Delgado.
Alguém, na altura, me incutiu a ideia que o mais pejudicial para o país era Arlindo Vicente, por ser comunista. Entretanto, este veio a desistir a favor de Humberto Delgado.
Lembro-me de o meu pai, depois de ter votado em S. Martinho de Mouros, me ter confidenciado o nome de uma pessoa conhecida como sendo abertamente simpatizante de Humberto Delgado.
Pouca gente podia votar. Apenas "os cidadãos do sexo masculino que sabiam ler e escrever portugês" ou, não o sabendo, pagassem impostos no valor de 100$00 (cem escudos) podiam votar. Às mulheres, salvo uma minoria devidamente tipificada, estava vedado o exercício deste direito. Os analfabetos, pobres e mulheres eram considerados ignaros, logo inaptos para politicamente discernirem fosse o que fosse.
As gentes do mundo rural, atrasado e pobre, eram duplamente vexadas. Pelos homens do regime, que as desconsiderava, não passando do "bom povo português", e pela oposição onde se incluiam homens cultos e "iluminados", muitos intelectuais e antifacistas, que as julgavam desprovidas de "massa crítica", onde pudesse germinar a mudança e a revolta.
Pouca gente podia votar. Apenas "os cidadãos do sexo masculino que sabiam ler e escrever portugês" ou, não o sabendo, pagassem impostos no valor de 100$00 (cem escudos) podiam votar. Às mulheres, salvo uma minoria devidamente tipificada, estava vedado o exercício deste direito. Os analfabetos, pobres e mulheres eram considerados ignaros, logo inaptos para politicamente discernirem fosse o que fosse.
As gentes do mundo rural, atrasado e pobre, eram duplamente vexadas. Pelos homens do regime, que as desconsiderava, não passando do "bom povo português", e pela oposição onde se incluiam homens cultos e "iluminados", muitos intelectuais e antifacistas, que as julgavam desprovidas de "massa crítica", onde pudesse germinar a mudança e a revolta.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Parabéns ao nosso Presidente da Câmara
Ser eleito, por unanimidade, pelos seus pares Presidente da Associação de Municípios do Douro Sul e´um feito a assinalar, que honra e prestigia o Eng. António Borges, mas também todos os resendenses.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Abre hoje o café Sangens
Depois de uma demorada remodelação, reabre hoje o café Sangens.
Adivinha-se um espaço funcional, acolhedor e esteticamente atractivo neste local de encontro, onde o café, a bebida, a pastelaria e não só servem de pretexto.
domingo, janeiro 22, 2006
Em Resende, Cavaco fica em 1.º lugar e Soares em 2.º
Ao contrário do que aconteceu no distrito de Viseu e no país, em geral, em que Manuel Alegre ficou em 2.º lugar, no concelho de Resende, esta posição coube a Mário Soares. Os resultados da votação dos 11.524 eleitores incritos no nosso concelho foram os seguintes:
Cavaco Silva: 3.865 votos (60,81%); Mário Soares: 1.181 (18,58%); Manuel Alegre: 816 (12,84%); Jerónimo de Sousa: 260 (4,09%); Francisco Louçã: 203 (3,2%) e Garcia Pereira : 31 (0,49%).
Em Paus, os 625 eleitores inscritos distribuiram os seus votos deste modo:
Cavaco Silva: 201 votos (68,60%); Mário Soares: 44 (15,02%); Manuel Alegre: 33 (11,26%); Jerónimo de Sousa: 10 (3,41%); Francisco Louçã: 5 (1,71%) e Garcia Pereira: o (0,00%).
O nível de abstenção foi maior no interior e nas zonas rurais. A nível nacional foi de 37,39%, no distrito de Viseu foi de 41,11%, no concelho de Resende atingiu 44,14% e na freguesia de Paus 52,48%.
Cavaco Silva: 3.865 votos (60,81%); Mário Soares: 1.181 (18,58%); Manuel Alegre: 816 (12,84%); Jerónimo de Sousa: 260 (4,09%); Francisco Louçã: 203 (3,2%) e Garcia Pereira : 31 (0,49%).
Em Paus, os 625 eleitores inscritos distribuiram os seus votos deste modo:
Cavaco Silva: 201 votos (68,60%); Mário Soares: 44 (15,02%); Manuel Alegre: 33 (11,26%); Jerónimo de Sousa: 10 (3,41%); Francisco Louçã: 5 (1,71%) e Garcia Pereira: o (0,00%).
O nível de abstenção foi maior no interior e nas zonas rurais. A nível nacional foi de 37,39%, no distrito de Viseu foi de 41,11%, no concelho de Resende atingiu 44,14% e na freguesia de Paus 52,48%.
sábado, janeiro 21, 2006
"Por Serras e Veredas Queirosianas"
É sempre agradável saber que Resende e o meio envolventeo são destinos para passeios e visitas, tendo como pretexto conhecer uma região que serviu de inspiração a Eça de Queirós e se encontra retratada em vários dos seus romances.
Assim os Amigos do Mindelo (Telef. 960003132;960015056 (www.amigosdomindelo.pt) organizam um programa de dois dias com percurso pedestre em Resende (S. Cipriano), vistando a "Ilustre Casa de Ramires" e passeio de mini-bus pela serra de Montemuro.
A data de saída é no próximo dia 28 de Janeiro, com um custo de €80,00, que inclui alojamento durante uma noite, um almoço, um jantar, guia e autocarro.
O concelhpo precisa que iniciativas destas se tornem em rotinas.
A data de saída é no próximo dia 28 de Janeiro, com um custo de €80,00, que inclui alojamento durante uma noite, um almoço, um jantar, guia e autocarro.
O concelhpo precisa que iniciativas destas se tornem em rotinas.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Parabéns à Sra. Cristina (das Quintães/Paus) pelos seus 100 anos!
Faz hoje 100 anos a Sra. Cristina das Quintãs, viúva do Sr. Luís Cardoso, que vive actualmente nos Carvalhos com uma nora. Embora fragilizada, ainda fala e conhece as pessoas.
Trabalhou sempre enquanto pôde. Muito conversadora, irradiando simpatia, tinha/tem o condão de comunicar empaticamente com as crianças e jovens. Os meus filhos são testemunhas disso. Pessoalmente, tenho uma grande ternura por ela.
É talvez a pessoa mais idosa do concelho de Resende. Parabéns!
É talvez a pessoa mais idosa do concelho de Resende. Parabéns!
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Extinção da ECAE de Cinfães/Resende
Com a aprovação da nova legislação sobre os concursos de professores e consequente revogação do Desp. n.º 105/97, de 30-05, com as alterações introduzidas pelo Desp. n.º 10856/05, de 13-05, são extintas, presume-se que no final do presente ano lectivo, as equipas de coordenação dos apoios educativos de todo o país.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Entre Feirão (4) e Resende
sábado, janeiro 14, 2006
Feirão (3)

Caso esta situação esteja devidamente licenciada, deveria encontrar-se discretamente resguardada e afastada da estrada.
A quem compete "acompanhar" esta questão? À Câmara? Ao Instituto Nacional da Conservação da Natureza? À Inspecção Geral do Ambiente?...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
domingo, janeiro 08, 2006
Feirão (1)
sexta-feira, janeiro 06, 2006
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Ano Novo no mundo rural
Tradicionalmente, em quase todas as culturas, o início do ano e respectivos festejos coincidiam e celebravam as mudanças de estação. O calendário era regido pelos equinócios e solstícios e fases da lua. A escolha da celebração do Natal em 25 de Dezembro foi a solução eficaz e inteligente para substituir uma festa pagã romana por uma festa cristã. A partir dessa altura, deixou de fazer sentido festejar a passagem do ano.
Assim, até há relativamente pouco tempo, nas nossas aldeias festejava-se o Natal e o dia de Reis. A mundividência mais laica da sociedade, a urbanização crescente e a alteração de estilos de vida e de valores permitiram o reaparecimento da componente "pagã" das festividades do fim do ano.
Como filho do mundo rural, a noite de 31 de Dezembro não tinha para mim qualquer significado. No dia 1 de Janeiro, desejava-se Bom Ano. E era tudo. O novo ano que chegava era perspectivado sem ilusões, no âmbito de uma visão cíclica da vida, em torno das estações do ano, das fases da lua, da chuva e do sol.
domingo, janeiro 01, 2006
Iluminação de Natal em Resende

O efeito é de uma grande beleza, pois tira-se proveito das árvores existentes ao longo dos principais arruamentos.
O que sobressai é uma sensação de simplicidade e de equilíbrio estético, adequado ao espírito e ambiente da época.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Bom Ano de 2006
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Memórias dos meus Natais em Paus
Passei os meus primeiros onze anos de vida (nasci em 1950) num registo totalmente diferente do que hoje se passa. Sem estradas, telefones, luz eléctrica, rádio, televisão e, claro, sem água canalizada e saneamento básico. A pobreza (ou melhor, a miséria) era generalizada. A dependência dos pequenos e médios proprietários rurais era quase total. Muitas famílias sobreviviam, endividando-se. A minha, apesar de tudo, podia considerar-se priveligiada, pois o meu pai era "artista", a minha mãe ganhava algum dinheiro com o comércio de ovos, sendo ainda donos de dois pequenos soitos e duas pequenas courelas.
O Natal desse tempo era antecipado pela montagem do presépio na igreja pelas catequistas, em que as crianças colaboravam. Era com uma alegria contagiante que procurávamos e transportávamos o musgo, que iria dar corpo à magia que pouco a pouco se ia revelando. No final, ficava estupefacto perante a maravilha encantatória: a gruta, o menino com os pais, o burrinho, a vaquinha, os pastores, as ovelhinhas, os reis magos, as estrelas, o lago com os patinhos...
A tarde do dia 24 descia calma. Ainda hoje tenho a sensação que as pessoas andavam mais satisfeitas. E tenho a impressão que o fumo saía das casas com mais intensidade.
O meu pai não trabalhava ou terminava o trabalho mais cedo. E trazia figos secos e pinhões que jogava connosco, enquanto a minha mãe fazia as "fatias paridas" e cozinhava as batatas com bacalhau e troncha. Depois do jantar, íamos à missa do galo, finda a qual, já em casa, nos agurdava uma açorda (feita com os restos do bacalhau e troncha), "fatias paridas" e vinho quente.
No dia 25, havia uma refeição melhorada, sem sopa, como na consoada, o que era motivo de grande contentamento.
No Natal desse tempo, não havia pai-natal, árvores de natal nem prendas. Sendo assim, por que é que recordamos com saudade os Natais da nossa infância? Talvez, porque reconhecemos ter sido presenteados com a dádiva do possível, vinda da família, da catequese e da escola, geradora, apesar de tudo, de um ambiente propício ao fantástico.
domingo, dezembro 25, 2005
Votos de um Santo Natal

Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamenro,
Para aplacar-me a dor que me traspaça,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores."
Manuel Maria Barbosa du Bocage
(Setúbal, 1765-1805)
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Tributo ao Sr. P. Dr. Joaquim Correia Duarte
Na sequência da publicação do mais recente livro, o romance Uma Carta Que Chegou Tarde Demais - O Drama de Um Bom Padre, desejo tecer algumas considerações sobre o seu autor, P. Dr. Joaquim Correia Duarte:
1. Resende tem para com ele uma dívida de gratidão pelas monografias já publicadas, cuja importância é incalculável para a memória, história e fortalecimento da identidade do nosso concelho, não esquecendo também o pioneirismo dos seus roteiros e guias;
2. Sob um outro prisma, as gentes de Paus não esquecem a sua dedicação pastoral e a sua acção em prol do desenvolvimento da freguesia, em múltiplas áreas.
O que tem feito impõe-se por si mesmo.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
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