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quarta-feira, julho 29, 2015

Festas em honra de S. Lourenço - Panchorra

Faça duplo clique no cartaz para poder ler.

segunda-feira, junho 22, 2015

Festa em honra de Nossa Senhora da Visitação, Talhada

Dia 3 de Julho-22h: Noite longa com Rancho Folclórico e Etnográfico de Cárquere.
Dia 4 de Julho-14h: Jogos tradicionais com torneio da sueca; 22h: Arraial com a banda "Sons do Douro e Afontuna".
Dia 5 de Julho-08h: Chegada da banda de Magueija; 11h: Missa solene; 11h45: Lelão de produtos regionais; 16h: Arraial com a actuação da banda de Magueija; 22h: Actuação do grupo de concertinas "Avô e Netos"; 00h: Encerramento.

terça-feira, julho 29, 2014

Festa em honra de S. Lourenço - Panchorra

Clique no cartaz para ampliar. 

sexta-feira, julho 06, 2012

Festa de Nossa Senhora da Visitação, na Talhada/Panchorra

Dia 6 de Julho (6.ª feira)
22h00: Actiação do Agrupamento musical "Trovão"
Dia 7 de Julho (sábado)
14h00: Jogos tradicionais com prémios
22h00: Arraial com o grupo "Replay"
00h00: Sessão de fogo de artifício
Dia 8 de Julho (domingo)
08h00: Chegada da banda de música de S. Cipriano "A Nova"
11h00: Missa solene
15h00: Concerto com com a banda de música "A Nova"
22h00: Encerramento das festas

sexta-feira, abril 20, 2012

Inaugurada Casa Funerária da Panchorra

Foi inaugurada, no passado dia 14 de Abril, a Casa Funerária da Panchorra. numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Resende, António Borges, e do Presidente da Junta da Freguesia da Panchorra, Horácio Saraiva. 
O novo equipamento encontra-se situado junto à Igreja Matriz da Panchorra e implicou um investimento no valor de 25.000,00, tendo a Câmara Municipal atribuído uma verba de 10.000,00 euros para a construção do espaço, concretizando assim uma pretensão antiga da população da Panchorra.
 Também no Facebook (www.facebook.com/paus.resende)

terça-feira, dezembro 27, 2011

Ao almoço, no "Gentleman", com Horácio Saraiva, presidente da Junta da Panchorra

Pode ler aqui esta entrevista, que foi publicada no Jornal de Resende, número de Novembro de 2011.

domingo, julho 03, 2011

Festa em honra de Nossa Senhora da Visitação, na Talhada

Decorre tradicionalmente no primeiro domingo de Julho. O programa deste ano prolongou-se pelos dias 1, 2 e 3 de Julho. A missa e a procissão foram abrilhantadas pela Banda de Música "A Nova" de S. Cipriano. Muitas pessoas  da Talhada, residentes fora, sobretudo em Lisboa,  deram  o seu contributo e estiveram presentes. Os residentes oferecem produtos da terra, sobretudo fumeiro, que é leiloado.

sexta-feira, maio 21, 2010

HISTÓRIAS DE UMA VIDA...NA PANCHORRA: Chamo-me Serafim Pinto e nasci na Talhada há 82 anos

Mensalmente, é dada voz, transcrita para o Jornal de Resende, a uma pessoa de uma determinada freguesia (esperamos fazer a ronda pelas 15 freguesias do concelho), onde a mesma dá conta do seu percurso pessoal e profissional e faz o relato de factos interessantes ocorridos durante a vida. Aqui é contada a história de Serafim Pinto, da Talhada.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Temporal em Montemuro

















Choveu a cântaros durante toda a noite. Assim, a última camada de neve, que caiu de sexta para sábado nas serras das Meadas e do Montemuro desapareceu. Hoje, a partir do início da tarde, a chuva voltou em força. Na Talhada, às 14h, a aldeia apresentava-se assim. Devido ao vento forte, estive prestes a levantar voo.

domingo, outubro 11, 2009

Assembleia de Freguesia da Panchorra

Clique na imagem para ampliar.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Contrastes

Na Panchorra, em Agosto de 2008. Esperemos que esta seja a primeira demão...

terça-feira, junho 03, 2008

Novo pároco de Feirão, Panchorra e Paus

O Sr. Bispo de Lamego nomeou, em 22 de Maio, o P. Germano Carlos Nunes Cardoso novo pároco de Feirão e Panchorra e administrador paroquial (pro tempore) de Paus. Este jovem padre, de 31 anos, residente em Lamego, acumula com a paróquia da Granjinha (Tabuaço).

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Vazadouro de entulho junto à Panchorra

Em plena serra de Montemuro, à entrada da Panchorra, este local foi escolhido como vazadouro de entulhos da construção, presumindo-se que seja aproveitado para este fim pelas aldeias vizinhas, como a Gralheira. Os participantes no recente passeio e curso de enchidos, promovido pelo Clube Náutico de Caldas de Aregos e pela Associação "Aldeia", ficaram escandalizados com a situação.
Enquanto a Câmara Municipal não remover os lixos e tomar medidas preventivas para o futuro, nada a fazer.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Talhada*

Por estas bandas, a solidão mora ao lado. As notícias e as mágoas podem ser partilhadas diariamente na antiga escola do 1.º ciclo, agora sede de uma associação local. Enquanto se toma um café ou se bebe um copo, convive-se e põe-se a conversa em dia. Quem chega para um fim de semana ou para férias sabe que tem de passar por aqui. Esta necessidade de encontro neste espaço responde também à pulsão gregarista de antanho face ao isolamento na serra e à necessidade de entreajuda face às múltiplas carências e dificuldades.

Introdução/Nota pessoal
Embora só viesse a conhecer esta aldeia por volta dos 17/18 anos, era-me já familiar por várias referências, que contribuíram para povoar a imaginação da minha infância. Pensava então que ficava nos confins do mundo, por ouvir dizer ao Sr. P. Tobias Cerveira, pároco de Paus e natural da Gralheira, que o mais difícil era chegar à Talhada, pois “daqui até à sua terra era um pulinho”. Como saía, a cavalo, às segundas-feiras e só voltava às quintas-feiras, imaginava como era longa a viagem…Pensava também que estava cercada de lobos, pois ouvia contar aos negociantes de gado e aos viajantes que era necessário ir bem armado para enfrentar esses animais perigosos, que apareciam “lá para os lados da Talhada”. E, por fim, achava que devia ser a melhor terra do mundo, onde não havia nada para fazer, pois as raparigas (chamadas moças da ceifa) vinham “cá para baixo” apanhar castanhas, onde passavam cerca de um mês a trabalhar a troco de uma saca de castanhas (às vezes, um pouco mais).

O contacto com um jovem, de nome Artur Pinto, natural da Talhada, que viera aos 12 anos por morte dos pais, como criado de servir para a casa da Eira Velha, possibilitou-me refazer a imagem desta aldeia serrana, sobretudo quando referia as difíceis condições de vida das suas gentes. Mas aguçava-me a curiosidade quando descrevia a beleza da serra, narrava as brincadeiras da neve ou referia o contraste entre as casas cobertas de colmo e de telha.
Com tantas expectativas, foi com emoção que visitei a Talhada pela primeira vez há cerca de 40 anos. Fiquei deslumbrado. Ainda agora, ao passar por lá, pressinto e adivinho-lhe o encanto de outrora.

A Talhada de ontem e de hoje
Há cinquenta anos, esta aldeia tinha cerca de quarenta fogos e cerca de cento e oitenta pessoas. Todas as famílias eram possuidoras de um “naco” de terra, de um rebanho de ovelhas e algumas vacas. A pastorícia era a actividade dominante e a principal origem do ganha pão. Havia a tradição e a liberdade de qualquer um poder apascentar os rebanhos em todos os terrenos destinados exclusivamente a tal fim, independentemente de se ser ou não o proprietário. Os mais pobres criavam gado a meias, sobretudo vacas, cujos donos (comerciantes) prosperavam sem qualquer trabalho, revertendo para eles metade das crias, do leite e da lã.
Os terrenos junto à povoação encontravam-se todos cultivados com centeio, trigo, milho, batata e produtos hortícolas. Devido à grande quantidade de cereais, duas malhadeiras passavam aqui quinze dias. Chegou a haver sete moinhos. Hoje, há dois a funcionar. Além do pão e da sopa, sobrava a carne da salgadeira, pois quase todas as famílias matavam um porco. Mas, como as bocas eram muitas, aproveitava-se a apanha das castanhas e as vindimas no Douro para guarnecer as despensas e tentar equilibrar os orçamentos. Vinho só pelo Natal e por ocasiões muito especiais, pois nunca houve por aqui tabernas nem o dinheiro abundava.
A partir dos anos sessenta, dá-se a debandada para Lisboa em busca de melhores condições de vida. Até esta data, a pouca emigração tinha como destino o Brasil. A Europa nunca exerceu qualquer fascínio por estes sítios. Mesmo actualmente, só há um jovem emigrado na Suíça. As consequências desta hemorragia de pessoal estão à vista. A escola do primeiro ciclo, que chegou a ser frequentada por cerca de vinte e cinco crianças, está há vários anos encerrada. A população residente está reduzida a 13 fogos/famílias, havendo no total 42 pessoas. Jovens até aos trinta anos são apenas sete, dedicando-se dois deles à agricultura e à pastorícia. Os outros trabalham nas redondezas na construção civil e na restauração. Crianças só há duas: uma tem um ano e seis meses e a outra frequenta o 2.º ano do 1.º ciclo na Granja/Ovadas.
A fisionomia da aldeia também se alterou. Ao contrário do passado, hoje só há 15 casas com cobertura de colmo.

Associação sócio-cultural e desportiva da Talhada
Foi fundada em Março de 1990 com a designação de Comissão de Melhoramentos da Talhada, tendo sido alterada para a actual denominação em Março de 2000. Está muito ligada à capela de Nossa Senhora da Visitação, estipulando mesmo os seus estatutos que, em caso de dissolução, os seus bens reverterão em benefício da mesma. É a associação que assume a responsabilidade pelo programa não religioso da festa da sua padroeira e protectora dos viajantes.
Até há cerca de cinco anos, organizava um torneio de futebol, em Julho e Agosto, integrando uma equipa da Talhada e mais sete de aldeias vizinhas. Hoje em dia, promove alguns jogos no Verão quando a população aumenta com a chegada dos naturais que aqui se deslocam em gozo de férias.
Actualmente, faz da promoção do convívio entre todos os residentes, particularmente dos mais idosos, a sua actividade principal. Diariamente, todos se podem encontrar ao serão na antiga escola primária e, aos fins de semana, durante todo o dia. Fazendo as honras da casa e acolhendo as pessoas, encontra-se uma simpática jovem, que acabou este ano o 12.º ano. Foi num destes serões que fiquei a saber pela D. Isabel de Jesus Almeida que a Talhada foi outrora uma terra de grande cultivo de linho e de muitos teares, cujo produto servia para a confecção de camisas, combinações e lençóis. Esta senhora combativa, após um interregno, quer reintroduzir o seu cultivo. Quem quiser saber em que consiste o tascar do linho assim como a animação que outrora lhe estava associada e outras curiosidades está convidado a subir a serra para conviver com as gentes desta associação.

Festa de Nossa Senhora da Visitação

Normalmente, realiza-se no primeiro fim de semana de Julho. Este ano, efectuou-se nos dias 6, 7 e 8 deste mês Na sexta-feira à noite, houve um arraial popular com a actuação do conjunto musical “Star Music”. No sábado à tarde, realizaram-se jogos tradicionais e, à noite, esteve em palco o conjunto musical “Banda Larga”. No dia 8, houve missa cantada e procissão, seguida de leilão. As cerimónias religiosas foram abrilhantadas pela banda de música de S. Cipriano “A Nova”, que actuou durante toda a tarde.
A vertente religiosa é assegurada por dois mordomos, cujo mandato termina por decisão dos mesmos. Quando assim o entenderem, nomeiam os dois sucessores. Deve ser das únicas festas do país em que não há peditório de porta em porta. As finanças equilibram-se com as ofertas feitas quando a banda de música dá a volta à povoação logo pela manhã de domingo e com o dinheiro de um leilão efectuado após a missa. Há muitas ofertas efectuadas pelos mais jovens, tendo também um papel preponderante os naturais da Talhada a residir e a trabalhar fora, sobretudo em Lisboa, que fazem questão de estar presentes, não deixando na altura das arrematações os seus créditos por mãos alheias.
Perguntas e Respostas

Quem é o actual presidente da associação local?
É Rafael Pinto. Nasceu em Lisboa, tendo vindo para a Talhada com um ano e tendo aqui vivido até aos dezasseis. Retornou a Lisboa com esta idade, lá permanecendo dez anos, findo os quais voltou para a sede do nosso concelho, onde reside e onde abriu a pastelaria “O Sonho”. Mas tem a Talhada no coração, onde vai duas a três vezes por semana.

Quais os dados mais relevantes da associação?
Tem cerca de duzentos sócios, muitos deles a residir em Lisboa, dos quais cento e cinquenta têm as quotas em dia. Funciona desde há sete anos, por cedência da Câmara Municipal, na antiga escola do 1.º ciclo. É proprietária do campo de futebol.

Na Talhada, o gado era apascentado por “vigias”?
Ao contrário da Gralheira e Panchorra, em que os lavradores juntavam todos os animais da aldeia num grande rebanho comunitário, sendo guardado rotativamente por um “vigia”, na Talhada, esse costume nunca vingou. Tal como no passado, as poucas ovelhas e vacas são guardadas pelos respectivos proprietários.

Há uma grande ligação à terra por parte dos que residem e trabalham fora?
Sim. Esta ligação é visível na festa de Nossa Senhora da Visitação e nas férias de Verão, em que a população triplica. Devido às características da aldeia e à interdependência na vida do dia a dia entre os seus habitantes no passado, forjou-se um sentido comunitário e criaram-se grandes elos de pertença. Ao contrário do que se verifica noutros locais, aqui ninguém se “desfaz” das suas casas. Isso seria cortar com as suas memórias.

Contacto:
Associação sócio-cultural e despotiva da Talhada
Talhada
4660 Resende
Telef. 93 487 44 95

*Artigo publicado no Jornal de Resende (edição de Julho de 2007)

sexta-feira, junho 30, 2006

Talhada em festa

Esta simpática aldeia do Montemuro estará, nos próximos dias 1 e 2 de Julho, em festa em honra de Nossa Senhora da Visitação.
Amanhã, às 14h00, decorrerão jogos tradicionais e, às 22h00, haverá um arraial com o conjunto Segunda Via. No domingo, haverá missa e procissão, abrilhantadas por uma das bandas de música de S. Cipriano.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Morte dramática de uma idosa na Panchorra

Uma mulher de 9o anos, que vivia sozinha, morreu, no passado sábado, num incêndio que deflagrou na sua casa, na Panchorra.
Infelizmente, numa sociedade envelhecida, cada vez se registam mais ocorrências deste teor. Estes acontecimentos devem interpelar os residentes e os responsáveis locais para que aos casos mais vulneráveis seja fornecido suporte adequado para fazer face a imprevistos.
É irónico que isto aconteça numa terra que sempre organizou a sua vida comunitária num espírito de interajuda. O exemplo mais significativo reside no costume de vigia. As ovelhas de todos os moradores eram(serão ainda hoje?) guardadas e levadas para os pastos à vez por dois vigieiros dia.