domingo, outubro 20, 2013
sábado, outubro 19, 2013
Ateísmo, agnosticismo, teísmo*
*Título da crónica de Anselmo Borges, publicada no DN de hoje, que pode ler aqui.
quarta-feira, outubro 16, 2013
DEUS AINDA TEM FUTURO? (3)
Neurociências e Espiritualidade
Conferência de Miguel Castelo Branco (Instituto Biomédico de Investigação
de Luz e Imagem-IBILI, Universidade de Coimbra)
Fez
referência a alguns estudos que parecem evidenciar que a dimensão
espiritual pode influenciar a cura ou a
reversão da doença e aumentar a longevidade de vida. A crença religiosa
pode ser um factor de protecção, sendo simultaneamente portadora de
sentido.
Desmistificou
a pretensa imunidade da ciência face à
religião e à dimensão espiritual, ao afirmar que toda a visão holística do
mundo é uma forma de fé na sua forma mais básica. Desta forma, os cientistas
ateus podem ter um pensamento profundamente espiritual. Por outro lado, a procura científica pode ser um acto de fé. E a
descoberta de novos níveis de complexidade e propriedades emergentes podem
levar a experiências profundamente espirituais.
Criticou
incongruências no campo da ciência, pois a mesma pretende construir tijolo a
tijolo, mas depois aventura-se a estudar a metacognição em ratos, o que é impossível,
pois a mesma apela à introspecção, o que neste caso é impossível.
Pôs em
causa a conclusão de muitos estudos baseados em correlações estatísticas. “O
que explicam afinal?” Perguntou. Criticou ainda o reducionismo na ciência.
Apresentou
alguns resultados em imagens a partir da neuroimagiologia cerebral para
exemplificar as alterações e áreas cerebrais implicadas nas respectivas tarefas
ou actividades. Nesta sequência, afirmou que o cérebro tem muita plasticidade.
A prática sucessiva leva a alterações. Uma pessoa que reza diariamente, por
exemplo, apresentará diferenças.
Refutou a
atribuição de alterações espirituais/conversões de místicos e santos, como a de
S. Paulo, a psicopatologias, pois é difícil comprová-las. No caso vertente,
fica sempre por explicar como é que uma visão/estado alterado da mente altera
radicalmente e para sempre o percurso de um homem.
Deus também é Mãe
Conferência de Isabel Gómez-Acebo ( Universidade de Comillas, Madrid)
Apresentou
muitas passagens da Bíblia que procuram transmitir uma imagem de Deus também
como Mãe, veiculadas no seu papel de
ternura, misericórdia, carinho…Muitos santos e místicos o fizeram através dos
seus escritos.
O Papa
Francisco parece querer resgatar esta perspectiva da visão de Deus e dar uma maior
importância ao papel das mulheres na Igreja.
Referiu que
deveria haver mais teólogas e que há uma maneira de comunicar Deus sob o ponto
de vista feminino.
Defendeu
que o predomínio do masculino é historicamente uma questão de poder; também na Igreja. E como a mesma está a
perder poder (e prestígio), isso afecta também necessariamente o número de
padres.
O Deus da Razão e o Deus da Fé
Conferência de Andrés Torres Queiruga ( Universidade de Santiago de
Compostela)
A fé
mediatiza-se dentro da cultura para poder expressar-se. Mas muitos nunca se
interrogaram por que acreditam. “Acreditam porque sim. Não posso acreditar por que
Deus revelou algo a alguém, mas a mim não diz nada ou até é contraditório com
aquilo que penso”, referiu. Têm de ser dadas e encontradas razões para
acreditar.
Não há
conhecimento de Deus que seja revelação
transmitida directamente ao homem. Não há nada escrito na Bíblia que não seja
escrito pelo homem. Por isso, há muitos significados e distintas interpretações
do mesmo Deus. A história humana é uma história da descoberta de Deus.
Mas as
religiões não são todas equivalentes.
Há razões
para acreditar que o Deus de Jesus
Cristo constitui o culminar da revelação. Nunca ninguém ousou, por
exemplo, chamar a Deus “Abba” (pai querido, paizinho). É um Deus que perdoa
incondicionalmente e manda amar até os próprios inimigos.
A abolição
da escravatura, que ninguém de bom senso põe em dúvida, é uma conquista irreversível e definitiva, Noutro plano, pode-se afirmar que Deus disse
em Cristo a última, a palavra definitiva.
Nota: Colóquio
organizado por Anselmo Borges
terça-feira, outubro 15, 2013
DEUS AINDA TEM FUTURO? (2)
O Deus do Oriente e o Deus do Ocidente
Conferência de Juan Masiá (Universidade Sophia, Tóquio)
O ocidente
e o oriente têm de fazer uma transformação mútua. Referiu que, antes de ir para o Japão, Cristo já estava
presente de muitas maneiras nessa terra. Isto implica que se deve passar de uma
concepção multicultural para uma concepção intercultural em que nenhuma das
partes tem o monopólio à partida nem à chegada.
A religião
é inseparável das culturas. Desconhecemos, a título de exemplo, como seria formulado o dogma da Santíssima
Trindade, caso o cristianismo se tivesse expandido
inicialmente para terras do sol nascente.
Não se
pretende um sincretismo religioso.
Falou de
pontos comuns entre Buda e Cristo. Buda não é Deus encarnado, mas alguém que
tentou passar a luz a outros. A partir desta compreensão, talvez seja
preferível não insistir que Jesus é Deus, mas que é o mistério encarnado de
Deus.
Concluiu
dizendo que o processo do diálogo e do encontro faz com que se saia simultaneamente mais cristão e menos cristão
ou mais budista e menos budista. Parece contraditório, mas não é.
O Deus de Jesus
Conferência de José Arregui (Universidade de Deusto, Bilbau)
Jesus foi
um profeta que criou um movimento de transformação em direcção a Deus. Não foi
um teólogo no sentido que lhe damos hoje. Não estava interessado no cumprimento estrito das leis, do culto e da
moral.
Jesus foi
um inovador e um infractor na medida em que lhe interessavam as pessoas na vida
e na alma, nas alegrias, no sofrimento…
Acreditou
no Deus dos pais de Israel, de Abraão, de Isaac, de Jacob, de Moisés, dos
profetas, que se afirmou como um Deus fiel, que castigava o seu povo, mas que
sempre perdoou. Nunca abdicou de cumprir o culto judaico. Foi sempre um
verdadeiro judeu. Rompeu, contudo, com o estabelecido quando estavam em causa
os verdadeiros ensinamentos dos profetas. As leis só são justas se salvam, se
libertam. A vida é o critério; não é a lei nem o culto.
Acreditou
firmemente no Reino de Deus que estava para chegar; Reino que resgataria os pobres,
enfermos e pecadores. Estava convencido que era um profeta e que Deus agia por
seu intermédio.
Jesus falou
com as categorias do seu tempo, designadamente no que se refere ao castigo e ao
pecado. Mas acreditava que Deus era poderoso e omnipotente, mas sobretudo
cuidador universal. Todas as criaturas são objecto dos cuidados de Deus.
Jesus cria
na ressurreição, esperando a libertação final.
Fé
significa confiança incondicional em Deus como mistério de pura graça,
confiança que nos faz livres, felizes, bons, compassivos como Jesus. As
crenças, por sua vez, dependem da cultura, da linguagem, da cosmovisão, que
mudam consoante as culturas e que não
são mais que formas e suportes da fé.
Interrogado
se acreditava que Jesus estava no pão da
Eucaristia, respondeu que sim, totalmente, pois o pão e o vinho são sacramento
de Deus.
Anselmo
Borges caracterizou este ex-franciscano como um verdadeiro iconoclasta.
A excepção humana e Deus
Conferência de Paul Valadier (Centre Sèvres, Paris)
O homem é
um pó passageiro ou é chamado a uma vida verdadeiramente divina?
A morte de
Deus arrasta inevitavelmente a morte do homem. A perda da fé leva mais ou menos
a prazo ao esgotamento do homem. Recusar o chamamento é retornar à
indiferenciação, à des-criação é o retorno ao caos primitivo.
O dualismo
cartesiano criou condições para o desenvolvimento científico ao considerar o
homem um ser superior aos demais, permitindo a separação entre o homem e o
animal e a exploração da natureza e o seu saque. Mas neste domínio não há
inocentes, devendo Marx ser confrontado,
pois foi ele quem advogou um domínio sem limites da natureza, atingindo-se
assim, segundo ele, a
super-humanidade e a infinitude sem
Deus.
A recusa da
excepção humana tem como consequência lógica a necessidade de ter um respeito igual por todos os seres vivos.
Todo o ser dotado de vida deve ser respeitado do mesmo modo. A privação da “ipseidade”,
esbatendo e até eliminando a diferença entre o eu e não eu, conduz à
indiferenciação e ao igualitarismo. É o animalismo.
Mas o homem
tem de construir-se, diferenciando-se através do acesso à linguagem, que tem de
ser aprendida.
O homem é
um ser vulnerável, produto da cultura, que se caracteriza também pela extrema
violência. A excepcionalidade do homem está em caracterizar-se como um ser
dotado de razão, que pode escolher o bem em vez do mal.
Relativamente
ao animalismo, importa contrapor que há
uma diferença qualitativa em relação aos outros animais. O animal faz um com a
natureza; o homem faz dois.
Perguntado
se se devem reconhecer direitos aos animais, disse que não, porque não há
reciprocidade (se o homem estiver doente, o cão não chama o médico, por ex.),
mas defendeu que há deveres para com eles, havendo a obrigação de os tratar bem
e de não os fazer sofrer.
Religião e ética
Conferência de Diego Gracia (Universidade Complutense, Madrid)
Tudo o que
não é justo não é ético. Lidar com a justiça/injustiça é uma experiência
básica. Por isso, as relações devem basear-se na justiça . Mas há relações que
não são horizontais e que não podem conduzir-se pelo princípio da justiça. São
relações verticais, onde não há reciprocidade nem retribuição (a vida que só os
pais podem dar, por ex.). Há, pois, a experiência da retribuição da justiça e a
experiência da gratidão, da graça, de algo que temos e não merecemos.
A
experiência do dom tem a ver com a religião. Se tudo se passasse no plano da
retribuição da justiça, não haveria lugar
para a experiência do dom, da religião. E
na sua origem estão pessoas com grande carisma, iluminadas pela razão, que têm
o condão de arrastar os seus semelhantes. Infelizmente, estes movimentos deram origem a organizações burocráticas, que se
preocuparam sobretudo com normativos e imposições morais, levando ao
controlo da vida das pessoas.
À pergunta
“és católico?”, as pessoas respondem “sim, porque sou contra o aborto, porque
sou contra a eutanásia…” As respostas, de um modo geral, não serão de base
religiosa, mas moral. Mas, na sua
origem, a experiência religiosa e moral são distintas.
Tal como a
medicina e outras áreas do saber se secularizaram da religião, também, mais tarde, a política se autonomizou. Isto
teve como consequência a purificação da religião. Mas falta uma outra
revolução: a emancipação da ética, ou seja, deixar o poder de controle sobre o
espaço da vida privada (sobre o corpo e a sexualidade) e da morte, cujas reivindicações começaram
nos anos 60. Falta à Igreja assumir esta secularização.
Deve haver
uma educação para a autonomia e responsabilidade, mas a Igreja tudo fez para
que se lhe obedecesse cegamente. Mas obedecer cegamente é inumano.
Nas escolas
educa-se para a responsabilidade e autonomia? Não. O que se ensina nos
programas educativos é triunfar. E a publicidade o que pretende? Vender,
fidelizar, mas nunca analisar criticamente.
Nota: Colóquio
organizado por Anselmo Borges
segunda-feira, outubro 14, 2013
DEUS AINDA TEM FUTURO? (1)
A situação espiritual do nosso mundo
Conferência de Jean-Paul Willaime (École Pratique des Hautes Études,
Paris)
Deus parece
ter o futuro assegurado, pois o facto religioso constitui um facto cultural e
social massivo, que tem atravessado os séculos e as culturas, havendo fortes
razões para que isso continue acontecer. As tentativas de substituir Deus por
ideologias seculares teve como consequência os piores totalitarismos. Opor uma
sociedade religiosa a uma sociedade ateia é um beco sem saída. O desafio do
futuro de Deus é também o desafio do seu lugar nas sociedades democráticas,
respeitando os direitos de cada um e tendo em conta a pluralidade das religiões
e das convicções não religiosas. Uma laicidade bem compreendida é, portanto,
uma condição sine qua non do futuro
de Deus.
Referiu
que, com os grandes fenómenos migratórios e a mundialização, o futuro de Deus
depende mais dos indivíduos do que dos territórios e dos Estados que são religiosos. É por isso
que o cristianismo é cada vez mais uma religião africana, asiática…, enquanto o
islão se torna cada vez mais uma religião europeia.
Dividiu a
reflexão em 4 partes. Na 1.ª, lembrou a tese clássica da secularização, segundo
a qual quanto mais modernidade houver menos haveria de religioso. Na 2.ª,
explicou por que estamos numa fase nova
da modernidade, que chamou ultramodernidade, na qual a sociedade aparece tanto
pós-secular como pós-religiosa. Na 3.ª, descreveu as mutações do religioso
nesta conjuntura. Finalmente na 4.ª e última parte, explicou de que modo é que
as religiões constituem trunfos e recursos preciosos num mundo completamente
desencantado.
Em
conclusão, ousou a hipótese do futuro de
Deus como o melhor garante do futuro do homem, nomeadamente para assegurar o
futuro de um ideal humanista e solidário ameaçado por uma mercantilização e
tecnicização cegas. Deus não disse, pois, ainda a sua última palavra.
A ciência e o divino
Conferência de Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra)
Há uma
ordem no mundo e os físicos procuram essa ordem através da linguagem
matemática. Há cientistas agnósticos ou ateus e há cientista crentes. São
também um produto do contexto em que viveram. Os cientistas não procuram Deus
através das suas descobertas. Contudo, o crente poderá ver nas descobertas a
ordem(e as maravilhas) de Deus.
Falou do
bosão de Higgs/partícula de Deus, de quarks, electrões e neutrinos.
Apresentou os
grandes nomes da física, desde Galileu, Copérnico, Max Plank, Albert Einstein…, até Werner Heisenberg e Max Born, todos Nobel
desde que foi instituído este prémio, com as descobertas que os celebrizaram,
tendo para cada um deles exposto o que pensavam acerca da Transcendência, a respectiva
relação com Deus e a necessidade da existência/negação de Deus. Chamou a
atenção para o facto de muitos físicos usarem a palavra Deus no sentido metafórico.
“O que
havia antes do big bang não sei”,
referiu. O universo teve um início, estando as galáxias a afastar-se significativamente e a
temperatura a baixar. É semi-eterno, no sentido em que teve início, mas não
terá fim.
Considerou que há um território de sobreposição entre religião e ciência, no campo de interesses e preocupações e até de linguagem, onde é possível e até convém falar.
Natureza ou criação? O novo ateísmo
Conferência de Leandro Sequeiros (Cátedra Ciência, Tecnologia, Religião, Córdova)
Há uma
fissura entre uma interpretação científica e uma interpretação religiosa do
mundo.
Segundo a
explicação na base do naturalismo, a natureza é o princípio absoluto da realidade,
não sendo necessário nenhum ser explicativo. Aliás de acordo com Darwin, a
natureza é por si mesma criadora.
No pólo
oposto, o fundamentalismo religioso postula um criacionismo científico. Por sua
vez, na base da corrente do chamado desígnio inteligente encontra-se um
criacionismo encoberto. Segundo os seus mentores, um relógio implica a
existência de um relojoeiro. A complexidade é irredutível, não podendo ser explicada pela evolução.
O novo
ateísmo científico (representado por Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam
Harris, Christopher Stephen Hawking)
surge como resposta à necessidade da existência de Deus enquanto criador e à
concepção do desígnio inteligente. Os primeiros quatro nomes são considerados
como os “quatro cavaleiros” do novo ateísmo.
De acordo com esta corrente, Deus, a religião e a fé são irracionais e
devem por isso ser erradicados. Sam
Harris chega a postular uma moral baseada na selecção natural.
Além destas
concepções extremadas, há cientistas e académicos defensores de uma terceira
via, que não excluem Deus nem Darwin. Para eles Deus cria na evolução.
Nota: Colóquio organizado por Anselmo Borges
domingo, outubro 13, 2013
Deus ainda tem futuro?*
*Título da crónica de Anselmo Borges, publicada no DN de ontem, que pode ler aqui.
Nota: Ontem e hoje, realizou-se, no
Seminário da Boa Nova, Valadares, Gaia, um Colóquio
Internacional, subordinado precisamente à pergunta: "Deus ainda tem
futuro?"
As fotos respeitam à sessão de abertura, feita por Anselmo Borges.
Nos próximos dias, deixaremos aqui algumas notas deste importantíssimo evento, organizado por Anselmo Borges, que esgotou a lotação do anfiteatro do Seminário.
sábado, outubro 12, 2013
Entrevista de Anselmo Borges ao "Porto Canal"
Após a sessão de abertura do colóquio "Deus ainda tem futuro?", Anselmo Borges foi solicitado para entrevistas por vários órgãos de comunicação social, entre eles, o "Porto Canal, na foto.
sexta-feira, outubro 11, 2013
Grande entrevista de Anselmo Borges à RTV
É uma entrevista que vale a pena ver (e ouvir). Foi moderada exemplarmente por Delfim Sousa para o programa "Avenida das Artes", das Regiões TV (RTV), disponível por cabo.
Anselmo Borges fala de filosofia, da religião, da transcendência, do diálogo inter-religioso, da actualidade, da "sociedade líquida", dos livros que escreveu, dos colóquios que organizou... e, claro, do colóquio que terá lugar neste fim de semana "DEUS AINDA TEM FUTURO?"
Para ver a primeira parte clique na imagem da esquerda; para ver a segunda parte clique na imagem da direita.
quinta-feira, outubro 10, 2013
Parque biológico da serra das Meadas recebe jibóias recentemente apreendidas em Resende
O Parque Biológico da Serra das Meadas, situado apenas a sete quilómetros do centro da cidade de Lamego, voltou a diversificar a fauna que tem em exposição, com a introdução de novas espécies de animais. Agora, o visitante para além de poder ver, ao longo de um percurso de aproximadamente três quilómetros, veados, gamos, cavalos, pavões e até javalis, também pode observar outros animais selvagens: um casal de jibóias, que atingem mais de dois metros de comprimento, ou uma raposa.
Recentemente apreendidas em Resende, as jiboias – batizadas de Pink e Floyd – foram entregues ao Parque Biológico, após o Núcleo de Proteção Ambiental da GNR de Lamego as ter retirado a um indivíduo que as mantinha ilegalmente em cativeiro.
10.ª edição do concurso Poliempreende distingue duas estudantes de Resende com projecto "Cereja no topo da Cavaca"
A fase regional deste concurso, que decorreu no passado mês de junho, no Instituto Politécnico de Viseu elegeu como vencedor o projeto “Cereja no topo da Cavaca”. Esta ideia de negócio tem como objetivo valorizar e inovar as Cavacas de Resende através da incorporação da Cereja de Resende, consolidando o valor gastronómico do concelho através de um forte compromisso com o desenvolvimento e formação dos recursos humanos locais. Foram já desenvolvidas 14 novas criações (Cherry Creations) que integram a cereja não só na cobertura das cavacas (com caviar de cereja, e cereja no topo, por exemplo), mas também na massa, e outros produtos, como gelado, compota e licor de cereja de Resende, e ainda gelado de cavaca. Este projeto tem ainda uma vertente turística, através da criação de uma exposição relativa às Cavacas de Resende, que permitirá a participação dos visitantes no processo de fabrico, e tem a autoria de Daniela Dias e Sandra Cunha, alunas finalistas do curso de licenciatura em Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu (ESTGV).
*Retirado Notícias do Douro
D. Manuel Linda é o novo bispo das Forças Armadas e de Segurança*
O Papa Francisco nomeou hoje como ordinário castrense em Portugal D. Manuel Linda, até agora bispo auxiliar de Braga, de 57 anos, sucedendo a D. Januário Torgal Ferreira, que resignou por limite de idade.
D. Manuel Linda, novo responsável pelo setor, era bispo auxiliar da Diocese de Braga desde junho de 2009, tendo sido ordenado em setembro do mesmo ano, na Catedral de Vila Real, e vai passar a residir em Lisboa.
Nascido a 15 de abril de 1956 na Freguesia de Paus (Concelho de Resende, Diocese de Lamego), o novo ordinário castrense frequentou os Seminário Menor (Resende) e Maior (Lamego) da Diocese de Lamego, bem como o Instituto de Ciência Humanas e Teológicas (Porto); foi ordenado padre a 10 de junho de 1981.
*Clique aqui (Agência Ecclesia), para poder ler a notícia na íntegra.
quarta-feira, outubro 09, 2013
Fórmula de sabonete descoberta em postais antigos
As histórias sobre as termas de Caldas de Aregos sempre mexeram com
Paulo Sequeira, de 42 anos, professor de História, e Pedro Ferreira, 36,
professor de Informática, ambos de Resende.
Investigaram e acabaram por compilar 130 postais antigos, publicados
em livro. Num desses postais um sabonete de 1917 despertou-lhes a
curiosidade até que descobriram a sua fórmula original, feito à base de
enxofre e as águas termais e decidiram recuperá-lo.
Há dois meses
começou a ser produzido pela Ach Brito, no Porto, e comercializado pela
Douro Memories, a empresa dos dois professores.
Retirado do JN (link). Leia mais na versão e-paper ou na edição impressa.
Esta iniciativa tem sido um sucesso. Já foram vendidas mais de 700 unidades. Todas as novidades do "Sabonete Aregos" podem ser encontradas aqui (no facebook.com/SaboneteAregos).
Deputados do PS contra fecho de 17 repartições de Finanças no distrito de Viseu, entre as quais a de Resende
Viseu, 07 out (Lusa) -- Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu acusaram hoje o Governo de não estar a fazer "jogo limpo" no que respeita à intenção de encerrar repartições de Finanças.
Em conferência de imprensa, o deputado Acácio Pinto disse estar previsto que, no distrito de Viseu, encerrem 17 das 24 repartições de Finanças, ficando apenas abertas as de Viseu, Tondela, Moimenta da Beira, Lamego, Mangualde, S. Pedro do Sul e Vouzela.
"É uma subtração inadmissível num território que já passa por grandes dificuldades", alertou, considerando que, passadas as eleições autárquicas, o Governo deve também em breve concretizar o anunciado encerramento de tribunais.
O deputado frisou que "isto não é jogo limpo", porque "há um conjunto de planos subtraídos e escondidos de populações e de autarcas".
Acácio Pinto lembrou que, a 19 de setembro, "quando esta questão se começou a colocar na comunicação social", os deputados socialistas questionaram a ministra das Finanças sobre as repartições que tencionava encerrar no distrito de Viseu, mas não obtiveram resposta.
Na sua opinião, essa resposta devia ter sido dada antes das eleições autárquicas, por uma questão de transparência.
Neste âmbito, os deputados socialistas apelam às populações para que lutem pela manutenção dos serviços nos seus concelhos, ao nível das Câmaras e Assembleias Municipais e das Comunidades Intermunicipais.
O deputado José Junqueiro considerou que estes encerramentos "não são uma inevitabilidade", mas apenas "uma orientação do Governo".
"O encerramento de repartições de Finanças, de centros de saúde e de tribunais não representa só o fim de um conjunto de postos de trabalho. Representa também a saída de massa crítica", o que "conduz à desertificação", sublinhou.
No distrito de Viseu podem vir a encerrar as repartições de Armamar, Carregal do Sal, Castro Daire, Cinfães, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Penedono, Resende, São João da Pesqueira, Sátão, Santa Comba Dão, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca e Vila Nova de Paiva, ou seja, 70,8% das existentes.
terça-feira, outubro 08, 2013
Jornal "Sê...", edição de Outubro de 2013
Este jornal, editado pelo Agrupamento 1096 do CNE (escuteiros da paróquia de Resende), já vai no n.º 205 e tem a bonita idade de 18 anos. Traz todas as notícias relativas à paróquia de Resende e tem um cariz formativo.
Pode ler aqui a edição de Outubro.
sábado, outubro 05, 2013
Ratisbona, laicidade e laicismo*
*Título da crónica de Anselmo Borges, publicada no DN de hoje, que pode ler aqui.
O "Quociente de Inteligência" de hoje, um suplemento do DN, inclui as sete crónicas que Anselmo Borges escreveu sobre O que pensa Francisco. Por isso, não se esqueça de adquirir o DN de hoje, com um documento a não perder.
sexta-feira, outubro 04, 2013
Anreade: Festa em honra de S. Miguel no próximo domingo
10h00- Saída da procissão da capela de Santa Maria Madalena, Caldas de Aregos, até à igreja paroquial
11h30- Missa solene, abrilhantada pela banda de música de S. Cipriano "A Nova", com sermão pelo Sr. Cón. Manuel Esteves Alves
17h00- Procissão
Durante a tarde actuará a banda de música.
quinta-feira, outubro 03, 2013
“Mal” é tema de conversa entre Valter Hugo Mãe e Anselmo Borges
É uma frase que vamos repetindo, “Havíamos de falar disso...” e fica sempre para outro dia, porque temos mais que fazer, porque agora não, e os dias correm, e adiam-se as perguntas e as conversas. Desta vez não há desculpas. O Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (Laboratório Associado da Universidade de Aveiro) e a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro vão receber alguns dos mais notáveis cientistas, artistas e pensadores portugueses para conversas mensais sobre diferentes áreas do saber.
O primeiro desses encontros é já dia 8 de outubro, às 18h15, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. O escritor Valter Hugo Mãe e o padre Anselmo Borges vão discutir o “Mal”, numa conversa moderada por Nuno Camarneiro e aberta à participação do público.
Ver aqui.
domingo, setembro 29, 2013
sábado, setembro 28, 2013
O que pensa Francisco: 7. sobre a morte*
*É o título da crónica de Anselmo Borges, publicada no DN de hoje, que pode ler aqui.
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