

Palavras e afectos em torno de Resende



Cinzelada na pedra, os antepassados da minha família ergueram esta belíssima cruz no interior da capela de Nosso Senhor dos Desamparados, em 1746, estampando a força vencedora. Vinda de cima. É para aqui que convergimos nesta hora e nesta noite de lua cheia.-No Auditório Municipal
Hoje, dia 27 Julho, às 22.00
“Trio Pina” - Música Portuguesa e Anglo Americana
Bilhetes: 3€
-No antigo Celeiro das Caldas de Aregos
Amanhã, dia 28 de Julho, às 22.00
Actuação do Rancho de Cárquere
Festa em honra de N. Sra. dos Vales
Vila Pouca-Ovadas
27 de Julho
9h-Início de transmissão de música através de aparelhagem sonora
28 de Julho
22h-Actuação do conjunto "Mundo Novo"
24h-Sessão de fogo de artifício
29 de Julho
7h-Salva de morteiros
8h-Chegada da banda de música de S. Cipriano "A Nova"
11h-Missa campal e procissão ao Senhor da Boa Morte em Rossão e retorno ao recinto de N. Sra. dos Vales
15h-Actuação da banda de música até às 20h
22h-Actuação do conjunto musical "Sombras da Noite"
Rancho de Paus
Amanhã (28 de Julho)
Deslocação a S. Félix da Marina & S. Romão do Coronado-V. N. de Gaia
Ontem e hoje, a albufeira das Caldas de Aregos esteve animada com o entusiasmo dos mais novos no âmbito do encontro das escolas de vela.
O percurso do vale do Cabrum só tem aspectos positivos. Podemos desfrutar de uma paisagem deslumbrante. Tomar contacto com uma fauna e flora variadas, desde carvalhos galaico-portugueses, castanheiros, sobreiros, freixos, amieiros, salgueiros e giestas até trutas, bogas, águias de asa redonda, lagartixas de montanha e salamandras-lusitânicas. Admirar pontes medievais. Ou observar o património arquitectónico e histórico de várias aldeias. E muito mais.
Tal como o combinado, cheguei às 09.30 de sábado junto à escola secundária, onde vieram pouco depois ao encontro 12 alunos e um docente do curso de turismo, uma professora, Paulo Sequeira, do Clube Náutico, entidade organizadora destas iniciativas. Esperavam-nos um mini-autocarro, cedido pela Câmara Municipal, que nos levou até Aregos, para apanhar 6 jovens do Clube Náutico. Prosseguimos viagem até Ovadas, onde fomos apeados junto à igreja. O Pedro Ferreira, um associativista do peito, já cá se encontrava.
Tivemos oportunidade de atravessar paisagens deslumbrantes, encontrar uma junta de vacas a puxar um carro de feno, observar muitos canastros e uma aldeia abandonada (Monte de Covelas), observar três mulheres a lavar roupa, recapitulando gestos e poses de antigamente, assistir ao arranjo floral dos andores na capela da Granja, examinar obras de escultura, entre as quais, o cruzeiro de Santa Eufémia, do "artista" e bruxo António Madureira, contactar com os marcos da Universidade de Coimbra na Panchorrinha, dar conta do abandono de muitos moinhos, entre tantas coisas que se nos depararam. O Paulo Sequeira, docente de história, sempre oportuno e conhecedor destas matérias, foi um explicador exímio.
15 de Julho (domingo)
A festa de S. Pedro de Paus começou aqui. Pelas Quintãs. Pela capela de S. Gonçalo. Era em frente que as pessoas da
aldeia se encontravam, ao fim do dia de trabalho e nas tardes de domingo, para descontrair da dureza do quotidiano. Actualmente, isto só sucede no verão, em dias de missa, quando o P. Tomás está cá de férias.Dia 7 (sábado)
Dia 8 (domingo)
Estão de parabéns os jovens mordomos da festa de S. Pedro de Paus, entre os quais João Paulo Ramos Coelho, também presidente da Junta. Igualmente, uma palavra de reconhecimento para Alzira Lacerda e Lisete Cardoso pelo aprimoramento nos arranjos florais da igreja e dos andores.
O dia começou com uma salva de morteiros às 06h00. A manhã estava húmida, pois tinham caído uns choviscos durante a noite, que serviram para assentar a poeira. Às 09h15, chegava à capela das Quintãs a banda de música de Eira Queimada (Tarouca) para ajudar a levantar o andor de S. Gonçalo. No início da calçada da igreja, já se encontrava o de N. Sra. da Livração (Córdova) à espera, tendo sido ambos "encaminhados" para junto dos
restantes (S. Pedro, N. Sra. de Fátima, Santo António e S. Sebastião). Entretanto, a música foi dar uma volta às Lages e "matar o bicho".
de, até ao início da procissão, às 17h00, as pessoas puderam apreciar a actuação da banda de música.
A estrada e o largo junto ao edifício da Junta encontravam-se com enfeites luminosos, criando o ambiente para receber o conjunto musical "Via Láctea", na noite de sábado,
dia 30. O início estava previsto para as 21h30, mas começou cerca das 22h15. Estava muita gente jovem, sendo alguns de fora da nossa freguesia. Talvez acorressem mais pessoas que no ano passado. Segundo alguns, o grupo esteve bem, mas não empolgou.
O dia do padroeiro de cada povoação ou freguesia é a sua data maior. Nele se revêem todos os seus habitantes, constituindo um marco de afirmação da sua identidade. A festa extravasa assim a sua componente religiosa.
Título da tese de doutoramento em Teologia Fundamental do nosso conterrâneo, P. João António Teixeira, foi há algum tempo objecto de publicação, tendo sido apresentada no passado dia 14, no Seminário de Lamego, cujo acto contou com a presença dos Bispos de Lamego e Aveiro, do orientador, Prof. Doutor Jacinto Farias, inúmeros sacerdotes, seminaristas, familiares e muitos amigos.
Depois de uma semana por estas bandas, estou quase de partida. O tempo escasseou. Mas as horas e os dias foram sempre bem passados. Aqui não é preciso muito para se viver intensa e tranquilamente.
Como vem sendo costume, em conjunto com a celebração da festa do Corpo de Deus, realizou-se nas várias paróquias do concelho a primeira comunhão das crianças e, nalgumas também, a profissão de fé (antiga comunhão solene). Em Paus, foram quatro as que fizeram a 1.ª comunhão. Na igreja, sobressaíram, como sempre, os belos e esmerados arranjos de flores. Em S. Martinho de Mouros, a festa incluiu a banda de música de S. Cipriano "A Velha", tendo sido 22 e 15 as crianças que realizaram, respectivamente, a 1.ª comunhão e a profissão de fé.
O fruto mais excelente do Espírito é o amor unido à benignidade, à bondade, à fidelidade e à mansidão - "Na tarde da vida seremos julgados pelo amor", escreveu São João da Cruz. Com o amor vem a alegria. A paz é a tranquilidade na ordem: há paz quando há justiça e tudo vai bem dentro de nós, com os outros, com Deus e a criação. A paz interior dá força à paciência, que não é resignação. O autodomínio mantém a pessoa íntegra para si e na sua entrega aos outros.