sexta-feira, abril 06, 2007

Dramatização da Paixão

Um grupo de jovens e escuteiros efectuou, hoje, Sexta-Feira Santa, a partir das 21h30, na Praça do Município, uma representação alusiva à Paixão de Cristo. De uma forma pedagógica e artística, o numeroso público teve oportunidade de aprender, recordar e viver acontecimentos que continuam a marcar a vida do mundo.

Ciência, Fé e Ressurreição

Desde criança que o universo e a natureza sempre exerceram um grande fascínio sobre mim. Aos 5 anos, ao passar a serra das Meadas, fui confrontado com a primeira "ruptura epistemológica" ao verificar que o mundo não acabava ali. O espanto e as perguntas irrompiam.
É fascinante o avanço da ciência na descoberta de teorias e leis por que se regem o mundo e a vida. Hoje sabemos que tudo teve um início, que o universo está em expansão acelarada, que os seres vivos são fruto de um processo evolutivo e que tudo e todos caminham para um fim.
Dito isto, convém acrescentar que as descobertas da ciência não abalam os caminhos da fé nem põem em cheque os ditames da Bíblia. Nem deve haver misturas. Já Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), sabiamente, na De Genesi ad litteram (livro XII), alertava: Geralmente, mesmo alguém que não é cristão conhece algo sobre a Terra, (...) e esse conhecimento é tido como sendo proveniente de razão e experiência. Agora, é um perigo e uma desgraça um infiel escutar um cristão, presumivelmente citando a Sagrada Escritura, falar absurdos nesses assuntos (...). E advertia mais à frente que esta interferência, visto que se trata de registos distintos, só complicava a tarefa de "acreditar nesses Livros no que se refere à ressurreição dos mortos, de esperança e vida eterna e do reino do paraíso". A fé alimenta-se de sinais que o Autor do Universo vai enviando. Do nada, nada se faz (ex-nihilo nihil fit).
Para celebrar a sagração da natureza, da primavera e da Páscoa, estarei este fim de semana em Resende.
Clique na foto, tirada no Penedo de S. João

quinta-feira, abril 05, 2007

Senhora das Dores

Senhora das Dor's
Assubiu ao monte,
Onde se assentou,
Nasceu uma fonte!

Vieram os anjos
E beberam nela
E foram dizendo:
Oh! que água tão bela!

(Canção originária de Vinhais de Freigil-recolha de Vergílio Pereira, Cancioneiro de Resende, 1957)

terça-feira, abril 03, 2007

Filhos da manha

A manha, do latim manu(m), significa etimologicamente destreza ou habilidade manual. Com o tempo, evoluiu para o sentido lato de expediente para a obtenção de determinados fins.
Como vencer e competir com a força, o poder e o dinheiro? Aos mais fracos, às minorias e pobres resta a manha/dissimulação para conseguir algo dos seus oponentes. Contudo, as pessoas têm de usar a manha/inteligência adaptativa de forma apropriada e em situações específicas, não devendo transformar-se em pessoas manhosas, como algo distintivo do seu carácter. Tal traço será considerado um opróbrio sob o ponto de vista moral e social. Ser-se considerado manhoso é como ter peçonha. É semelhante a um comportamento aditivo. É um estilo de vida que a maioria rejeita.
Não são os maiores e os mais fortes que sobrevivem, mas os que sabem utilizar alguma manha, isto é, os que têm mais inteligência adaptativa.

segunda-feira, abril 02, 2007

Espaço Internet em S. João de Fontoura

Nos dias e horas de atendimento ao público, a Junta de Freguesia de S. João de Fontoura disponibiliza os serviços de internet a quem o pretender.
É uma boa notícia para os habitantes desta freguesia que não tenham internet em casa.

domingo, abril 01, 2007

Artigo de Anselmo Borges no DN de hoje

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como o bronze que ressoa ou como o címbalo que tine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que possua a fé em plenitude, a ponto de mover montanhas, se não tiver amor, nada sou. O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, não procura o seu interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. O amor nunca acabará." Esta é uma breve citação do hino célebre ao amor, de São Paulo aos Coríntios.
É, desta forma, que começa o artigo de Anselmo Borges ( na foto, numa deslocação recente ao café "Sem Limites" de Cantim de Cima) no DN de hoje, e que pode ler aqui.

sábado, março 31, 2007

Novas caras na gestão da Emissora Regional de Resende

A partir de amanhã, a Emissora Regional de Resende (104.9 FM) terá uma nova direcção, constituída por José Peralta, Paulo Conde e Dr. Lis Guimarães.
Refira-se que José Peralta, na foto, retorna à nossa estação local, após longo interregno, pois foi aos 16 anos que sentiu o bichinho da rádio, dando voz ao programa "terra a terra".

sexta-feira, março 30, 2007

Automobilismo na "Barca dos Sabores"

Tal como aqui já foi referido, foi inaugurada, no passado sábado na Barca dos Sabores, uma exposição de fotografia sobre automóveis. A chegada do autor, Luís Almeida, do jornal Motor, ocorreu às 21h30, tendo a inauguração tido lugar às 22h00. Seguidamente, às 22h30, foi exibido um filme sobre o mundo automóvel, o que propiciou um debate interessante sobre o tema, tendo sido sugerido que os serões das quintas-feiras na Barca dos Sabores se transformassem numa tertúlia sobre carros e desporto automóvel. Ontem, teve lugar a 1.ª reunião/convívio sobre este tema, tendo comparecido o Eng. Fernando Teixeira, vereador da Câmara Municipal.
A exposição acima referida poderá ser visitada até ao próximo dia 20 de Abril.

quinta-feira, março 29, 2007

Análise do "Sérvia-Portugal" pelo Padre João António

Clique aqui para leitura da análise do jogo de ontem e da explicação para o empate, feita pelo nosso conterrâneo e reitor do Seminário de Lamego, Padre João António.

Blogue do Grupo Desportivo de Resende

Após várias tentativas e ensaios preparatórios, parece que nasceu finalmente o blogue do G.D.R. Para o espreitar, clique aqui.
Consta desde já dos links aqui do lado.

terça-feira, março 27, 2007

G.D. de Resende continua na liderança

Ao ter ido ganhar ao Vilamaiorense por 1 a 0, no passado fim de semana, o G.D. de Resende continua no comando da 2.ª divisão distrital com 52 pontos.

segunda-feira, março 26, 2007

Festa da Cerejeira em Flor em Paus

Com a participação de bastante gente e em dia ameno, realizou-se, ontem em Paus, a Festa da Cerejeira em Flor. Durante a tarde, actuaram os ranchos de Paus, Cárquere e Anreade e a banda de música de S. Cipriano "A Nova".
A sessão começou pelas 15h30 com uma saudação aos presentes por parte de António da Costa Branquinho (presidente da direcção do rancho anfitrião e um dos principais responsáveis pela organização), seguindo-se no uso da palavra o representante da Federação Portuguesa de Folclore e o presidente da Câmara Municipal. A banda de música de S. Cipriano "A Nova" abriu a festa propriamente dita, tendo brindado os presentes com o "Hino à Alegria" da 9.ª sinfonia de Beethoven, associando-se assim às comemorações dos 50 anos do tratado de Roma, acto fundador da actual União Europeia. Depois actuaram os ranchos de Cárquere, Anreade e Paus. Como já é habitual, o "locutor" de serviço foi o Prof. António Marques. No final, foi servido um opíparo lanche aos elementos da banda de música e dos ranchos.
Parabéns à organização desta iniciativa, particularmente aos dois principais responsáveis António Branquinho e Lisete Cardoso.

domingo, março 25, 2007

"A Filosofia e os filósofos"

A Filosofia anda desvalida, não se sabendo muito bem qual o destino a dar-lhe concretamente no ensino secundário.
É assim que começa o artigo de Anselmo Borges no DN de hoje, que pode ler aqui.

sábado, março 24, 2007

Iniciativas da "Barca dos Sabores"

Desde que José Peralta pôs a Barca dos Sabores a navegar, em 2o de Novembro, como café/bar e local de iniciativas culturais, já realizou 5 exposições de pintura e desenho e 6 concertos musicais. Às sextas-feiras, há música ao vivo, tendo já actuado como convidados: Carlos Manuel e o Prof. João Faria (piano), Prof. Pedro (saxofone), Jorge Rabaça (guitarra) e Ricas e a sua banda.
Hoje, será inaugurada uma exposição de fotografia, de Luís Almeida, fotógrafo do jornal Motor.
Seguir-se-á uma semana dedicada à cerejeira e à cereja com concertos musicais e debates. Esta iniciativa incluirá uma conversa/debate de um convidado com José Peralta na Barca dos Sabores, com transmissão na Emissora Regional de Resende.
Estão já agendadas outras surpresas de que daremos notícia brevemente.
A Barca dos Sabores e a simpatia do José Peralta aguardam os resendenses e todos os visitantes, frente ao edifício da Misericórdia.

sexta-feira, março 23, 2007

Festa da cerejeira em flor

No próximo domingo, às 15h, todos os caminhos vão dar a Paus. São as cerejeiras no seu máximo esplendor, competindo entre si em beleza. Por isso, torna-se necessário subir pelo vale bordejado de flores e participar na festa desta celebração da natureza.
Clique nas fotos para ampliar.

quinta-feira, março 22, 2007

Barca de sabores

No passado fim de semana, conheci o espaço/café Barca de sabores, tendo ficado muito agradado com esta iniciativa, pioneira no concelho: local de tertúlia, leitura, exposições de pintura e artesanato e eventos dedicados a áreas temáticas como música, poesia, etc. Enquanto se toma o café ou se bebe um copo, pode ler-se o "Público" e outros jornais de borla.
Situa-se em plena vila, junto ao cruzamento da estrada para Mirão.

terça-feira, março 20, 2007

As flores do nosso contentamento

As cerejeiras começaram a revestir-se de branco. Hora a hora, dia a dia, despontam cada vez mais flores. É a beleza a renascer. É a repetição de um novo ciclo de vida.
Espraiar o olhar pelas nossas encostas e quedar... Porque amanhã começa a primavera.

segunda-feira, março 19, 2007

G.D. de Resende imparável

Ontem, o G.D. de Resende venceu no campo de Fornelos o Santiago de Besteiros por 4-2. Depois da 22.ª jornada, o G.D. de Resende lidera a 2.ª Divisão Distrital com 49 pontos.

domingo, março 18, 2007

A propósito do dia do pai

"O teólogo Leonardo Boff, numa obra inesperada: São José. A Personificação do Pai - não se esqueça que o Dia do Pai está ligado à festa da Igreja em honra de São José -, para sublinhar as consequências dramáticas da ausência do pai para os filhos e filhas na actual sociedade de enfraquecimento do pai e até do seu eclipse, apresenta estatísticas oficiais recentes dos Estados Unidos: 90% dos filhos fugidos de casa, 70% da criminalidade juvenil, 85% dos jovens nas prisões, 63% de jovens suicidas provinham de famílias sem pai ou onde o pai era ausente.
Também no domínio religioso é reconhecida a importância da imagem da figura e das experiências com o pai e com a mãe para a imagem que se tem de Deus".

Esta é parte final do artigo de Anselmo Borges no DN de hoje, que pode ler aqui na íntegra.

Primeiras favas

Sábado, em casa do Fernando e da Maria dos Anjos, foi servida a primeira refeição do ano à base de favas. Tenrinhas e deliciosas.
(...)Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominara favas!...Tentou todavia uma garfada tímida - e de novo aqueles seus olhos, que o pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Que larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois, um brado:
- Óptimo!... Ah, que destas favas, sim! Oh que fava! Que delícia!
(A cidade e as serras, de Eça de Queirós)
Aqui, o Fernando prepara gulosamente a primeira garfada.

sábado, março 17, 2007

Festa da Cerejeira em Flor

Clique para ampliar

sexta-feira, março 16, 2007

Rancho de Paus (3.ª parte)

Perguntas e Respostas

Quem são os responsáveis pelo rancho?
O presidente da direcção actual é António da Costa Branquinho, reformado e ex-funcionário da Câmara Municipal. Como diz não possuir dotes musicais nem de dançarino, tem dado o seu contributo inestimável na organização e logística das viagens e permutas com outros ranchos, sendo o elemento-chave na “intendência” do festival que se realiza em Paus, no primeiro domingo de Setembro.
A direcção artística cabe a Liseta Cardoso, funcionária do Hospital de Lamego, responsável pelos ensaios e preparação do grupo, que funciona como uma espécie de abelha-mestra, velando para que ninguém falte e criando motivação entre todos.

Qual é a origem da chula de Paus?
Segundo investigação do Dr. Joaquim Correia Duarte ( cf. para esta questão e seguinte e outros dados sobre o rancho, Resende e sua história, vol. 1 e 2), foi inventada, no início do século dezassete, por António Luís Ferreira ( “O Piranguinha”), ao som da rabeca chuleira que um tal José Serribas tinha trazido do Brasil.
Esta chula é hoje considerada a melhor do país, sendo interpretada por alguns dos melhores grupos de música popular, entre os quais o Grupo Victor Jara. “Vai-te embora, mês de Maio,/ Com tuas variedade/; Deixas campos de flores/ E a mim deixas soidades”. Assim começa a canção mais emblemática deste grupo.

Em que consistem os “cramóis”, interpretados pelo rancho?
Os “cramóis” (clamores) são antigos cânticos religiosos a 3 e a 4 vozes, que tinham lugar sobretudo nas procissões de penitência. Com o tempo, foram-se profanizando. O q mais antigo é o “Arrula, arrula…”, originário de Córdova, que era cantado a três vozes de mulher, depois das merendas, aos quais os homens das vessadas respondiam com apupos, sendo actualmente interpretado com grande mestria pelo rancho.

Quais são os trajes e personagens representativos e os instrumentos da “roquesta”?
O rancho procura ser fiel aos trajes usados ainda no século dezanove no âmbito das diversas actividades e posições sociais. Assim, há figurantes caracterizando pessoas em trajes de dias festivos, pastores em dias de chuva, podadores do Douro, barqueiros de barcos rabelos, trabalhadores do campo e artesãos.
Com algumas alterações ao logo dos anos, a “roquesta” tem integrado rabecas, cavaquinhos, violas, guitarras, concertinas, castanholas, ferrinhos e bombo.

Como é que chegaram até nós as danças e cantares?
Até há poucos anos, as cantigas ao desafio nas vessadas e desfolhadas eram uma constante, sendo pretexto para fazer uso do reportório antigo e para recriações. Todas as rogas de vindimas e algumas podas integravam músicos para animar as noites e as sovas das uvas, onde se interpretavam músicas tradicionais. E, apesar da orientação em contrário de alguns padres, nunca desapareceram os bailes de domingo nas eiras. São também de referir os cortejos de oferendas da festa das colheitas, pelo S. Miguel, ou quando se tornava necessário angariar fundos para obras da igreja, em que se organizavam ranchos pelas diversas aldeias num despique onde todos queriam ficar em primeiro lugar. Eram verdadeiras escolas de criatividade, inspiradas em danças e cantares do passado, cujas actuações eram objecto de crítica nas vessadas, com tiradas como esta: “lá vai Quintãs mais o santo S. Gonçola, /traz o Albino Peles, /deitado numa padiola.”

Contacto:
Rancho Folclórico e Etnográfico de Paus
Paus
4660-148 Resende
Telefone: 254 939 277 e 91 454 92 60

quinta-feira, março 15, 2007

Rancho de Paus (2.ª parte)

Pelo país e estrangeiro
Tendo em conta os trinta anos de existência, os quinze festivais realizados em Paus e as muitas permutas, calcula-se que o rancho já efectuou mais de duzentas deslocações pelo país. Tem sido, pois, o grande embaixador dos costumes, tradições e cultura do nosso concelho junto de muitos milhares de compatriotas nossos. Há, no entanto, três deslocações que merecem realce.
A primeira ocorreu em Julho de 1980 a convite da Câmara Municipal de Lisboa. As suas actuações no Rossio e outros pontos emblemáticos da capital foram um sucesso junto dos alfacinhas e dos muitos turistas. A segunda teve lugar aquando da participação no Festival Nacional do Algarve em 1982, com transmissão em directo pela televisão, na altura uma iniciativa com impacto nacional. Por último, destaca-se uma deslocação aos Açores, ainda hoje muito recordada, pela hospitalidade de que foi alvo e pelo encanto da paisagem.
Digressões ao estrangeiro ocorreram três. A primeira, com a duração de quinze dias, aconteceu em 1981, com várias actuações na região da Alsácia (França) e Fribourg. A segunda deslocação, com a duração de doze dias, teve como destino os Alpes franceses, tendo actuado também na região fronteiriça italiana. A terceira viagem, também com a duração de doze dias, foi à Holanda, em 1985.
A genuinidade das músicas e danças e dos trajes tradicionais, contrastando com expressões mais exuberantes de muitos grupos estrangeiros, foi a marca distintiva das suas actuações, sempre muito aplaudidas.

Trinta anos depois
O Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Pedro de Paus manteve-se até 1983 sob a direcção/consultoria do seu fundador P. Joaquim C. Duarte, ano em que deixou a freguesia. Ficava um legado a que era necessário dar continuidade. Esta responsabilidade, que perdura até hoje, foi assumida por Liseta Cardoso.
Cerca de 50% do núcleo fundador do rancho ainda se mantém. Por lá têm passado muitos rapazes e raparigas que, por motivos familiares, profissionais e outros tiveram de desistir. Hoje, integrados nas mais variadas profissões, reconhecem o papel do rancho como uma verdadeira escola de iniciação à música e à dança. Apesar da diminuição demográfica, o número de elementos tem-se mantido à volta de quarenta. Ultimamente, tem-se verificado até alguns reingressos de pessoas residentes em Lisboa e Porto e emigrantes, que decidiram retornar à freguesia.
Numa terra em que muita da animação de outrora desapareceu, o rancho funciona como pólo de convívio, fortalecimento de amizades e de enriquecimento pessoal, tanto nos ensaios como nas inúmeras deslocações pelo país.

Museu do rancho
O grupo tem uma sede própria, construída de raiz e inaugurada em 1982. No mesmo edifício, foi criado um museu etnográfico, o primeiro (devidamente organizado) do concelho, onde, também por iniciativa do P. Joaquim C. Duarte, se foram recolhendo peças de artesanato local, louças, pesos e medidas, vestuário antigo e instrumentos de trabalho. O espólio é constituído por um conjunto de artigos já fora de uso ou em vias de desaparecimento, encontrando-se catalogado e caracterizado, dando corpo a 73 fichas.
Estão lá depositados alguns artigos muito interessantes, entre os quais: um relógio solar, pesos de pedra, um corno de segador e um conjunto de manufacturas em madeira (uma bilha, uma faca de matar porcos, uma máquina de petróleo, um relógio despertador e uma baioneta).

quarta-feira, março 14, 2007

Rancho de Paus (1.ª parte)

Numa das reuniões preparatórias da sessão solene das celebrações das festas centenárias da diocese de Lamego, que ocorreram em 19 de Setembro de 1976, em S. Martinho de Mouros, alguém atalhou: tem de haver algo no programa que agarre as pessoas. E rematou: temos aqui um artista.

O destinatário da incumbência era o então jovem pároco de Paus, daqui natural, P. Joaquim Correia Duarte, que, naquela memorável tarde de Verão, apresentou o resultado do seu labor artístico, consubstanciado na formação de um rancho, cujas actuações nos intervalos das intervenções de oradores tão notáveis como o Prof. Caetano Pinto ou o Dr. Pinto Carneiro, encantaram os presentes. Um vasto património cultural, como a chula de Paus, o fado de Montemuro, o malhão de Resende e alguns cantares medievais (cramóis e cantigas de imbelar), que hoje podia permanecer no esquecimento ou repousar em livros e pautas musicais, voltou felizmente ao nosso convívio, graças a esta iniciativa e ao empenhamento deste ilustre conterrâneo.

Origem
A tarefa não se apresentava fácil, pois o tempo escasseava. Por sorte, a paróquia de Paus tinha apresentado há alguns anos atrás um grupo de danças e cantares tradicionais numa festa de S. Martinho de Mouros, cujos efeitos no avivar das memórias ainda perduravam. Tal como se fizera então, o P. Joaquim C. Duarte continuou a socorrer-se do contributo e das vivências das pessoas mais idosas, designadamente da Sra. Cristina (das Quintãs), actualmente com 100 anos, que ainda se recordava das letras e músicas como o malhão, a chula de Paus, arrula/arrula e o bendito. Outras letras e músicas foram recolhidas em Córdova e Moumiz. Uma ajuda preciosa adveio da consulta do Cancioneiro de Resende, cujas canções foram recolhidas por Vergílio Pereira e compiladas em livro, editado pela então Junta de Província do Douro Litoral, em 1957.
Após este levantamento, a selecção das pessoas e os ensaios foram perspectivados tendo como objectivo apenas a animação lúdico-cultural da sessão atrás referida. A escolha das vestes seguiu o figurino tradicional: camisas brancas, calças e chapéu pretos e faixas vermelhas para os elementos masculinos; saia preta com espiguilhas às cores, blusa e meias brancas, chinelos pretos e lenço chinês/riscado para os elementos femininos.
Ao contrário do previsto, pois temiam-se alguns apupos, devido a uma antiga rivalidade entre Paus e S. Martinho de Mouros, a actuação foi um êxito. A intervenção dos oradores e do rancho, no adro da igreja matriz, processou-se de forma intercalada, sendo notório que as pessoas nunca arredavam pé aquando da actuação deste. No fim da sessão solene, percorreu a parte central de S. Martinho de Mouros em apoteose, recebendo incentivos para constituir um rancho folclórico representativo do concelho

Voos mais altos
Após este teste, parecia haver condições para a constituição de um grupo com bases sólidas. Foram, assim, iniciados contactos para a recolha de sugestões e troca de experiências. Um dos que se revelou mais proveitoso foi o realizado com os serviços culturais do Governo Civil de Viseu, então muito disponíveis para o apoio à pesquisa da genuína música popular e do folclore. As sugestões foram sempre no sentido de se efectuar um levantamento rigoroso das tradições para que o rancho revestisse características genuinamente populares. Deste contacto nasceu o convite para participar nas festas de S. Mateus no ano seguinte, ou seja em 1977.
A juntar ao trabalho já efectuado, tornava-se necessário recriar os figurantes mais representativos da freguesia e do concelho com os seus trajes e adereços, condizentes o mais possível com os usados no século dezanove. Esta tarefa foi facilitada graças ao saber e à arte da saudosa costureira Sra. Albertina de Assunção Azevedo, das Quintãs. Era também necessário encontrar músicos e tocadores para completar a roquesta, que chegou a integrar dois elementos de S. Martinho de Mouros (Manuel Rui e Manuel da Balbina). Estavam reunidas as condições para moldar o grupo, criar uma identidade, interiorizar músicas e danças e recriar coreografias, através de ensaios semanais, que decorriam aos domingos à tarde, no adro da igreja, sempre muito animados e com muita assistência.
A participação na festa de S. Mateus constituiu outro êxito. De entre outros grupos, sobressaiu o seu carácter genuinamente popular e tradicional.
A batalha travada a seguir consistiu na preparação do processo de entrada na Federação de Folclore Português, que veio a ocorrer em 1980. Era o certificado da conformidade do grupo aos valores das músicas e das danças tradicionais, constituindo uma oportunidade para novos desafios, nomeadamente a facilitação no estabelecimento de permutas e a possibilidade de organizar o seu próprio festival, que tem ocorrido desde 1981.
(Artigo de minha autoria, publicado no Jornal de Resende, em Janeiro último)

terça-feira, março 13, 2007

Futsal em grande no passado fim de semana

Na Divisão de Honra, o S. Martinho de Mouros venceu o Atlético de Viseu por 4-0 e, em juniores, cilindrou o Britamontes por 12-1.
Em futebol, o G.D. de Resende foi empatar a Calde por 1-1, continuando a liderar o grupo com 46 pontos.

segunda-feira, março 12, 2007

"Religiões e teologia: libertação e sentido"

Leia aqui o artigo de Anselmo Borges no DN de ontem.

sábado, março 10, 2007

Arranjo da zona envolvente à ponte da Panchorra (2)

Na reunião da Câmara, realizada em 16.01.2007, foi presente o auto de recepção provisória do arranjo da zona envolvente à ponte da Panchorra, cuja obra foi adjudicada por 112.022€08. No auto constava que a mesma se encontrava em condições de ser recebida, tendo a questão sido aprovada por unanimidade.
Com falhas destas, não nos parece que reunia as condições para ser recebida. Espera-se que tudo seja rectificado até à apresentação do auto de recepção definitiva.

quinta-feira, março 08, 2007

P. Dr. Joaquim Correia Duarte nomeado para a Academia da História

Este nosso ilustre conterrâneo foi recentemente nomeado membro da Academia Portuguesa da História, após apresentação de candidatura efectuada por alguns membros desta prestigiada instituição, tendo sido "aceite por unanimidade pelos académicos de número". É o reconhecimento social, cultural e científico do seu trabalho na área da história local.
Graças ao labor e investigação persistente do Sr. Dr. Joaquim Correia Duarte, o nosso concelho tem disponível um acervo de dados e informações relevantes sobre as mais diversas áreas, encontrando-se elaborada a sua reconstituição histórica. Socorrendo-se de documentação escrita, análise de objectos antigos e de património arquitectónico, inquirição de pessoas e de outras fontes, foi feita a recuperação da nossa memória e foi dado um contributo importante na consolidação da nossa identidade resendense. Este trabalho está consubstanciado na publicação das seguintes obras: Resende e a sua história (monografia do concelho em 2 vol.), Resende na Idade Média, Resende no século XVIII e Casas e Brasões de Resende.
O Dr. Joaquim Correia Duarte vê esta nomeação "não como um prémio", mas como "um estímulo", tendo declarado à Agência Ecclesia que irá, após um interregno, voltar à investigação, encontrando-se já a pesquisar os foros e costumes de S. Martinho de Mouros. É mais um contributo para o enriquecimento histórico e cultural do nosso concelho, que se espera que continue ainda por muitos anos.
A propósito desta nomeação para a Academia de História, que honra este nosso conterrâneo e todos os resendenses, veja aqui o apontamento da Agência Ecclesia.

quarta-feira, março 07, 2007

G.D. de Resende retoma liderança da 2.ª Divisão Distrital

Ao cilindrar o Silgueiros por 6 a 0 na 20.ª jornada, o G.D. de Resende lidera o seu grupo (2.ª Divisão Distrital) com 45 pontos. Quanto ao futsal de S. Martinho de Mouros, perdeu com o C. Benfica de Mortágua por 2-3 na 17.ª jornada, continuando a somar 24 pontos. O líder da Divisão de Honra Distrital desta modalidade é o Balsa-Nova com 48 pontos.

segunda-feira, março 05, 2007

Teatro de Montemuro em Coimbra

Ubelhas, mutantes e transumantes, uma co-produção do Teatro Montemuro (Campo Benfeito) e do Teatro das Beiras (Covilhã), constituiu uma oportunidade para trazer a serra, a cultura popular e o meio rural até à cidade, neste caso até Coimbra, no passado fim de semana.
A trama desta original comédia passa-se em dois pontos distintos da serra: em cima, é a pastorícia, a tosquia e o fabrico de queijo; cá, em baixo, é a indústria têxtil. É colocado em acção um plano para unir "sinergias" e fazer a fusão das entidades a montante e a jusante. Contudo, as coisas não correm pelo melhor. Mesmo sem OPA, os negócios irão mudar de mãos, recaindo numa dupla em que se colocam grandes expectativas.
Uma peça bem divertida e bem representada, notando-se um grande entrosamente entre os dois grupos teatrais. É também uma sátira acutilante sobre questões bem actuais: desemprego, globalização, poluição...

domingo, março 04, 2007

"A religião do mercado: Deus e a Mamona"

"É importante observar que, no aramaico, Jesus diz: "Não podeis servir a Deus e a Mamona". Ao personificar e deificar a Mamona, quer denunciar as riquezas injustamente procuradas e adquiridas e aquela ambição demoníaca que estruturalmente produz injustiça e tudo sacrifica ao ter. O Dinheiro não é fim, mas meio ao serviço da Humanidade."
Este é um excerto do artigo de Anselmo Borges no DN de hoje, que poderá ser lido aqui.

sábado, março 03, 2007

Terra Mater de Resende




Há coisas que felizmente resistem à voracidade dos tempos. Ao vê-las, revisitamo-nos. O seu estado de conservação pode funcionar para nós como uma fonte de alento e de conforto ou de nostalgia. Há coisas que gostaríamos que fossem perenes.
Esta estética de perenidade está presente na ponte da Lagariça e neste moinho contíguo, a trabalhar como há centenas de anos. Ao vê-lo, somos a reencarnação de Melquisedeque.

sexta-feira, março 02, 2007

Espaço envolvente da ponte da Panchorra (1)

Agora que este espaço se encontra requalificado, é mais um motivo para uma deslocação a este magnífico local, onde se poderá desfrutar da paisagem serrana, enquadrada pelas águas do rio Cabrum, seguir os passos do antigo caminho medieval, reconstruído possivelmente sobre uma via romana, e admirar a bonita ponte arcaica, de modelo lusitano, com dois arcos e pilar de pedras intermédio.
O caudal abundante do rio convida a uma visita nesta época. Só é pena que as novas casas da Panchorra sejam estranhas à harmonia e à alma da antiga aldeia e dos povoados do Montemuro.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Valores

Pelo debate recente, a sociedade portuguesa parece continuar a condenar eticamente o aborto, embora os resultados do referendo impliquem um recuo da norma penal. Refira-se que o Código Penal reflecte o modo como a sociedade interpreta, em determinada época e contexto, os valores como critérios de respostas a determinados comportamentos/situações tutelados pelo direito. Contudo, na instância das consciências, há valores insusceptíveis de várias interpretações. Daí, independentemente da inexistência de consequências penais, continuar a haver dramas morais perante certos dilemas/opções.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Resultados em futsal e futebol

Em futsal, o S. Martinho de Mouros venceu o ABC de Nelas por 4-3. Quanto ao futebol, O G.D. Resende foi empatar ao G.D.Roriz por 2-2. O Besteiros FC encontra-se à frente com 41 pontos.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Reflexão pós-referendo de Anselmo Borges

No DN de ontem (link), Anselmo Borges faz uma reflexão muito apropriada e põe alguns pontos nos ii em torno das implicações do processo e dos resultados do referendo.

sábado, fevereiro 24, 2007

Festa das Cavacas

É já amanhã, esperando-se que muitos milhares de pessoas acorram ao Pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos para provar e comprar esta deliciosa iguaria, ex-libris do nosso concelho.
Para ver o programa e afins, clique aqui e aqui.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Serenidade em tempo de inverno


















Passagem por um souto junto a Forjães e a aproximação a S. Cristóvão numa destas tardes.
Escutando o silêncio.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Casa de Benfica em Resende

Começa amanhã um torneio de sueca, promovido pela Casa do Benfica. As inscrições terminaram no passado dia 12, tendo o respectivo sorteio sido realizado no dia 17.
Esperam-se mais iniciativas. É necessário manter acesa a chama, agitando a alma benfiquista no concelho.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Resultados em futebol e futsal

No domingo, o G.D. Resende venceu, no campo de Fornelos, o C. Viriato por 3-2. Em futsal, na Divisão de Honra, o C. Benfica de Castro Daire ganhou ao S. Martinho de Mouros por 7 a 3. Em juniores, o AJAB Tabuaço derrotou o S. Martinho de Mouros por 11-1.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Iniciativas de Carnaval em Resende

1-Ontem, dia 19: i) baile, com o "Duo Projecto", na sala dos Dragões de Resende, pelas 21h, promovido pela Casa do FCP; ii) "Porto de Rei 2007"/Carnaval na Barraca, com um grupo musical, a partir das 22h.
2- Hoje, 3.ª feira: i) Carnaval de Loureiro/desfile pela vila, a partir das 14h, numa iniciativa da Associação dos Amigos de Loureiro e Ermida; ii) baile de Carnaval, com entrada livre, na Casa do Povo de Resende, a partir das 15h, animado pelo grupo "Vozes do Tâmega".

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Desfile de Carnaval dos utentes da Santa Casa da Misericórdia

Ao fim da tarde de hoje, decorreu o desfile de Carnaval dos utentes(crianças, jovens e idosos) da Santa Casa da Misericórdia. O cortejo, muito colorido e com figurantes muito apelativos, saiu do edifício dos Bombeiros e percorreu as ruas principais da vila, despertando muito interesse entre a numerosa assistência disposta ao longo do percurso. A marcar o ritmo estiveram os grupos de bombos de S. Romão e de S. Martinho de Mouros ("Os Bom Mouros").
Apesar da chuva miudinha, o entusiasmo nunca esmoreceu.
Clicar nas fotos para ampliar

domingo, fevereiro 18, 2007

Domingo Gordo

O Anselmo já tinha vindo no sábado de manhã. O Zé Tomás veio de combóio, chegando à Ermida às 12.57, ainda a tempo de degustar a já tradicional feijoada à moda da nossa terra e com matéria prima caseira, confeccionada pela Maria dos Anjos. Um primor. Um manjar. Uma delícia.

Entrudo

O Entrudo de Lazarim, aqui ao lado, é o mais tradicional, genuíno e rural do interior do país. Hoje, decorreu uma grande animação de rua com a actuação de vários grupos musicais e folclóricos, entre os quais o rancho de Barrô. A festa culminará na 3.ª feira gorda com o desfile, a folia e as provocações entre comadres e compadres, envergando as célebres máscaras (caretos), feitas em madeira de amieiro. Depois da leitura pública dos testamentos, haverá uma feijoada e caldo de farinha.
Este é um período de transgressões, excessos e luxúria. Para rever estes e outros conceitos, nada mais oportuno que ler o artigo de Anselmo Borges no DN de hoje (link).

sábado, fevereiro 17, 2007

Grupo Desportivo de Resende (3.ª parte)

Perguntas e Respostas

Como se fazer sócio ou adquirir rifas para ajuda do clube?
A melhor maneira é ir assistir a um jogo de futebol ao campo de Fornelos e aproveitar para simultaneamente se inscrever como sócio e adquirir rifas, ajudando, assim, triplamente o G.D.R. Poderá também fazê-lo, em qualquer altura, junto dos membros da direcção e dos restantes corpos gerentes, que são pessoas conhecidas na vila. O presidente, Herculano Teixeira, está contactável na Câmara Municipal, onde é funcionário.

O G.D.R. irá continuar a treinar e a jogar no “velho” estádio de Fornelos por muito mais tempo?
O presidente da Câmara comprometeu-se a construir um novo campo de futebol no mesmo sítio do actual. O processo de candidatura a financiamento às entidades competentes é moroso, mas espera-se que o início da construção tenha lugar ainda no actual mandato camarário.

Onde é que se reúne a direcção?
As reuniões da direcção, com a periodicidade quinzenal, efectuam-se, de acordo com as disponibilidades, na sede de uma das seguintes instituições: Casa do Povo, Junta de Freguesia ou Bombeiros.

Está prometida alguma sede para o clube?
O presidente da Câmara está sensibilizado para a situação. Como a prática actual tem sido dotar o concelho e as instituições das infra-estruturas e equipamentos julgados necessários, e não tanto conceder subsídios, ninguém ficará espantado se forem anunciadas brevemente boas notícias sobre esta matéria.

Ser filial do Futebol Clube do Porto traz alguma vantagem?
É mais uma questão de prestígio. Não há qualquer vantagem em termos desportivos ou financeiros. O FCP não exerce quaisquer direitos de “paternidade” sobre o clube. O G.D.R. é dos sócios.

Contacto:
Grupo Desportivo de Resende
Rua do Covelo
4660-212 Resende
Telef. 917 563 779

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Grupo Desportivo de Resende (2.ª parte)

Escalões de formação e equipa sénior actual
Nos últimos anos, tem sido feita uma aposta forte na formação, que se desenvolve actualmente por 4 escalões: i) escolinhas (6-8 anos); ii) infantis (8-10 anos); iii) iniciados (10-12 anos) e iv) juvenis (12-16 anos). Talvez para o próximo ano se constitua o escalão dos 16-18 anos. Na presente época, estão envolvidos cerca de 85 crianças/jovens. Esta actividade formativa tem tido o apoio da Câmara Municipal, que tem contribuído com um subsídio anual, que em 2005 foi de 12.250 euros, tendo também doado recentemente uma carrinha de 9 lugares para transporte dos jovens atletas.
O plantel da equipa sénior é formado por 20 jogadores, dos quais 70% trabalham e 30% estudam. Com o objectivo da subida de divisão, houve uma remodelação total em relação à equipa da época passada, tendo transitado apenas 4 jogadores. Quanto à origem dos mesmos, cinco são de Lamego, seis de Cinfães e nove de Resende. Destes, três vieram dos juniores, sendo titulares pela primeira vez, constituindo uma aposta na escola de formação.
Graças aos bons resultados do início de época, a afluência aos jogos tem aumentado. A média, em casa, tem sido de 70/80 pessoas, enquanto, na época passada, era de 30/40, tendo chegado a vender-se num dos encontros apenas um bilhete. Nos jogos disputados fora, tem acompanhado a equipa uma média de 10 pessoas, enquanto, na época passada, não ia ninguém.

Prémios aliciantes e venda de rifas para recolha de fundos
O Grupo Desportivo de Resende tem cerca de 600 sócios, mas só cerca de metade paga a quota anual, que é de 25 euros. Torna-se, por isso, necessário arranjar outras fontes de receita, já que a venda de bilhetes representa muito pouco. O comércio e as empresas do concelho têm correspondido com um montante anual que tem rondado os 5.000 euros. Dez das quinze Juntas de Freguesia também se têm mostrado sensíveis, contribuindo com um subsídio. Anualmente, tem decorrido ainda um peditório no âmbito dos cantares dos Reis. A Câmara Municipal, além da doação dos equipamentos, da manutenção e do pagamento da água e da luz do estádio, tem contribuído com um subsídio, que em 2005 foi de 7.500 euros.
Numa iniciativa inédita, decorre, até à festa dos Reis, uma venda de rifas ao preço de 5 euros, sendo sorteados prémios aliciantes: i) um automóvel; ii) um computador e iii) um fim-de-semana para 2 pessoas em empreendimento turístico.
A gestão do clube tem de ser muito criteriosa, já que as despesas são muitas: prémios dos jogadores, lavandaria e roupeiro, transportes, taxas, pagamentos à GNR, inscrição de jogadores (cerca de 150 euros por cada um), lanches após os jogos, etc.

Sede (ambulatória) do G.D.R.
Ao pedir um encontro com o presidente do G.D.R., achei estranho que o mesmo não fosse marcado para a sede do clube. Motivo: não tem sede.
Em tempos passados, já ocupou um espaço cedido por Daniel Pereira Pimenta num armazém, próximo do ex-Grémio da Lavoura. Seguidamente, mudou-se para um compartimento de um pavilhão pré-fabricado, que esteve “estacionado” junto do actual museu municipal, que entretanto teve de ser retirado.
As muitas taças, medalhas, insígnias e outro espólio do clube repousam “contrariados” num espaço do campo de Fornelos.
É estranho que o Futebol Clube do Porto e o Benfica tenham “casas” em Resende, que funcionam como centros de convívio e de animação (clubista), enquanto o G.D.R. não tem sede, desperdiçando uma oportunidade potenciadora de angariação de sócios e receitas.

Adesão ao futebol e competições desportivas
Numa análise sucinta à participação nos vários fóruns do site da Câmara Municipal de Resende, verifica-se que o desporto é o que obtém maior adesão e o que desperta mais entusiasmo e até alguma paixão. O fórum é um barómetro no que respeita à prestação do futsal (S. Martinho de Mouros) e do futebol do Grupo Desportivo de Resende. Relativamente à época passada (início do fórum), a primeira modalidade suscita observações de apoio e entusiasmo, em contraste com a segunda, que são de decepção e alguma crítica verrinosa . Nesta época, os ânimos andam mais serenos. Os resultados modestos da equipa de futsal silenciaram os comentários. Quanto ao G.D.R., os poucos registos são de felicitações pelo plantel e de votos pela subida de divisão.
A ligação às lutas e duelos parece ser intrínseca ao homem. O desporto ritualiza a agressividade e a competição, inscritas na nossa matriz filogenética, dando oportunidade aos adeptos para se identificarem com os jogadores e equipas preferidas e projectarem os seus impulsos nos vários lances e nos respectivos resultados. É natural, pois, que o desporto origine entusiasmo e paixão. E Resende não foge à regra.
Parece que o G.D.R. está a criar um clube que possa ser um digno representante do concelho no plano desportivo, no qual os resendenses se possam rever, esperando-se que, no contexto realista da sua dimensão local, seja mais uma via para dar visibilidade à nossa terra.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Grupo Desportivo de Resende (1.ª parte)

Reproduz-se um artigo de minha autoria, publicado, em Dezembro, no Jornal de Resende:

É o único clube de futebol federado do concelho, honra-se de ser a filial n.º 2 do Futebol Clube do Porto e já disputou a Taça de Portugal. Tem como objectivo, na presente época, a subida à 1.ª divisão distrital.

À excepção do Grupo Desportivo de Resende (G.D.R.), todos os outros clubes que militam na 2.ª divisão distrital da Associação de Futebol de Viseu representam e são provenientes de povoações que não são sede de concelho. Farinhão, Roriz, Fiais da Telha contam-se entre os onze opositores actuais do nosso clube concelhio. É legítima a ambição da subida de divisão para poder ombrear com algumas das suas congéneres “capitais” de concelho que militam na 1.ª divisão norte, entre as quais, S. João da Pesqueira, Armamar, Penedono e Sernancelhe. E a médio prazo (quem sabe?), o objectivo poderá ser a divisão de honra, que integra clubes de concelhos vizinhos da dimensão de Resende, como Cinfães, Tarouca e Moimenta da Beira.

Pequeno historial
O Grupo Desportivo de Resende foi criado no ano de 1928 por José Soares, Manuel Correia, Vinício Loureiro e Alfredo Teixeira, entre outros. O primeiro campo (improvisado) situava-se no local onde é actualmente o jardim municipal. Em 1937, foi encontrado um terreno maninho em Penuzém, junto de Vinhós, onde, por iniciativa de José Soares, do Paço, se fez um campo de futebol. Esta situação durou dois anos. A partir de 1939, os treinos e jogos com grupos da vizinhança decorreram no Largo da Feira. Finalmente, em 1943, foi doado por Pereira Dias à Câmara Municipal um terreno, para ali ser construído um campo de futebol num prazo de dois anos, o que viria a acontecer, dando origem ao Estádio de Fornelos (Cf. Duarte, Joaquim Correia, Resende e a sua história, vol. 1 C.M.R., 1994). Convém referir que, apesar de todos estes percalços, o Grupo Desportivo de Resende manteve sempre “a chama” e identidade própria.
Em 1949, o então presidente da Casa do Povo de Resende, P. Adelino Teixeira integrou, no âmbito desta instituição, o G.D.R. na FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho), organização corporativa do chamado Estado Novo, onde disputou os respectivos campeonatos. Em 1951, o mesmo P. Adelino Teixeira filiou o G.D.R. na Associação de Futebol de Viseu, onde começou a disputar a 2.ª divisão distrital. Nesta mesma data, dotou o clube de estatutos, ficando como seu presidente da direcção. Passadas três épocas, eram campeões, subindo à 1.ª divisão distrital, onde permaneceu longos anos.

Gestão danosa
Há cerca de 8 anos, de acordo com a informação do actual presidente, Herculano Teixeira, começaram a surgir graves problemas com a gestão danosa do então presidente Sr. Figueiredo. Instalou-se a confusão entre negócios privados e a administração do clube, tendo utilizado dinheiros e passado cheques do G.D.R. para pagamento de dívidas pessoais, em prejuízo dos jogadores, cujos compromissos eram pagos com cheques sem cobertura. Já foi condenado em tribunal a pagar 4.000 contos ao clube, ainda não devolvidos, decorrendo ainda outros processos movidos por jogadores que se julgam lesados. Devido a esta situação, o Grupo Desportivo de Resende encontra-se inibido pelo Banco de Portugal de passar cheques.
Este passado recente contribuiu para diminuir o moral e o entusiasmo nos jogadores e adeptos, com efeitos nos resultados. E instalou a desconfiança na população, tornando mais difícil as contribuições financeiras e o aumento do número de sócios. Para inverter a imagem negativa que ainda perdura, a actual direcção está a levar a cabo um trabalho persistente na organização e no estabelecimento de objectivos para o clube.

Glória do passado
António Pereira é reformado da Câmara Municipal. Foi pedreiro, condutor de viaturas da Câmara e até auxiliar de electricista. Um homem dos sete instrumentos, que distribui juventude no café Sangens e arredores. No início do encontro, começou por me informar que chegou a trabalhar com o meu pai, Alfredo Borges, na Soenga, e a colaborar na instalação eléctrica da casa da minha irmã, Maria dos Anjos, em Quintãs de Paus.
Ingressou no Grupo Desportivo de Resende aos 16 anos, despedindo-se aos 42, tendo jogado na posição de interior-direito, na designação de então. Os seus olhos brilham quando refere que o plantel de então chegou a resultados de 20 golos sem resposta. Ri-se quando descreve o modo surrealista como uma bola entrou na baliza adversária, devido à alteração de trajectória por ter embatido num cabo telefónico, que ainda não tinha sido retirado das imediações do campo de Fornelos.
Desfia recordações do passado sempre com entusiasmo. Conta como eram angariados fundos antes de serem federados. De chapéu na mão, antes do início dos jogos, os “atletas” passavam pela assistência à espera de arrecadar umas moeditas. E refere a grande expectativa que estava reservada para as tardes de sábado, quando a lista de convocados era afixada na barbearia do Sr. Sílvio. A alegria de ter defrontado o Boavista, o Leixões e o Benfica, no campo de Fornelos, com alguns dos titulares de então, constitui um bálsamo para ultrapassar o efeito das muitas caneladas que levou, cujas maleitas ainda perduram.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Morreu a Sra. Cristina (das Quintãs/Paus)

Com 101 anos, foi ontem a enterrar a Sra. Cristina das Quintãs (nos últimos anos, estava entregue aos cuidados de familiares, nos Carvalhos).
Todos os naturais e residentes em Paus ficam mais pobres. É a memória viva de uma época que fenece. Graças a ela, foi possível fazer o registo de letras populares, músicas ancestrais e tradições.
É sobretudo uma postura de vida que se esvai: trabalhadora incansável, determinada em superar as contrariedades, optimista, alegre, sempre disponível. Criava uma empatia imediata com crianças e jovens. Os meus filhos e sobrinhos são disso testemunha.
Vai ser uma boa companhia na outra vida.

domingo, fevereiro 11, 2007

Resultados do referendo no concelho

Sim: 994 (24,29%. Não: 3099 (75,71%). Abstenção: 63, 38%. Clique aqui para acesso aos resultados por distritos, concelhos e freguesias.

Pelo Montemuro, em reflexão serena

Deixar o ruído cá de baixo e subir à serra, neste fim de semana, para uma decisão de voto, onde se cruzam razões de ética, compreensão por dramas humanos, aceitação do imprevisto e de situações indesejáveis, educação para a responsabilidade, criação efectiva de respostas alternativas, entre outras questões e critérios.
E porque hoje é domingo, leia aqui o artigo de Anselmo Borges no DN.

sábado, fevereiro 10, 2007

Atira, Silveira, atira!

Atira, Silveira, atira,
Atira! Se hás-de atirar,
Atira àquela pombinha
Qu'anda no meio do mar.

Quando s'o Silveira viu
Quatro horas a dar fogo,
Virou-se p'ra os seus soldados:
-"Ai, Jesus, qu'eu aqui morro!"

Quando s'o Silveira viu
Encostado ao mirante...
Seu coração saltitou:
Tu, donzela, tens amante!

(Canção originária de Felgueiras-recolha de Vergílio Pereira, Cancioneiro de Resende)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Seminário de Resende em festa

No próximo domingo, o Seminário de Resende celebrará a festa da sua padroeira, Nossa Senhora de Lurdes.
Às 10h, realizar-se-á um encontro da equipa formadora com os pais dos seminaristas. Às 11h, o bispo de Aveiro, natural da nossa diocese, proferirá uma palestra sobre "Deus é Amor". Depois, às 12.15, D. Jacinto Botelho presidirá à Eucaristia. No fim de almoço, pelas 14.30, actuará a banda de S. Cipriano "A Velha".
Espera-se que a população do concelho, particularmente a da freguesia de Resende, compareça à festa, num gesto de identificação e de apoio a esta grande instituição, que é o Seminário. E já agora, faça aqui uma visita.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Laços de família e de amizade

No dia de aniversário, trocavam-se cartas, votos e manifestações de alegria entre a família mais chegada. Era um dia a mais nas rotações dos anos, para ser vivido na intimidade, sem um significado particular. Cada um dava-lhe a dimensão mais apropriada, do género "mais um já cá canta". Só os acontecimentos/efemérides, herdeiros de rituais de passagem, eram festas alargadas e compartilhadas pela vizinhança e amigos.
É uma herança que cultivo neste dia. Sentir a família por perto é a maior benção.
Contudo, neste ano, ao contrário do previsto, os meus colegas de trabalho, num gesto magnânimo e de extrema simpatia, puseram à prova o meu estilo aniversariante, agraciando-me com um lanche, flores, livros e outros mimos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

G.D.Resende empata em casa

Com bastante assistência e num jogo muito disputado, o G.D.Resende empatou ontem com o Besteiros FC a uma bola.

sábado, fevereiro 03, 2007

Eu venho dali, dali ("Dobaixo" da laranjeira)

Eu venho dali, dali,
Eu venho dali, d'além;
Dobaixo da laranjeira,
Tanta laranja lá tem..,

Tanta laranja lá tem
Tanta folhinha amarela,
Dobaixo da laranjeira
Enganei uma donzela.

Enganei uma donzela,
Enganei o meu amor,
Dobaixo da laranjeira,
Faz sombra, não faz calor.

Faz sombra, não faz calor,
Não le cai a orvalhada;
Dobaixo da laranjeira,
Enganei a minha amada.

(Canção originária de Feirão, retirada do Cancioneiro de Resende, recolhido e compilado por Vergílio Pereira, 1957, Junta de Província do Douro Litoral, Porto)

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Pela serra de Montemuro abaixo

A serra de Montemuro transporta-me para a envolvência das coisas primordiais, em que os olhos vêem para além dos limites físicos e das barreiras naturais e os ouvidos ouvem para além do dizível. É a participação num outro logos que ao caos imprime ordem, silêncio e perenidade.
Na serra, as palavras estão a mais. Só importa escutar as vozes do silêncio, descobrindo de onde vêm e o que dizem.
À serra de Montemuro volto sempre. Para purificar os meus organizadores mentais e para sentir a grandeza a partir dos cumes.
Desta vez, escolhi descer pela estrada em direcção a Ovadas/S. Cipriano. Das encostas galgam agora levadas de água, tendo como sentinelas a altivez dos penedos.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Resultados em futebol e futsal

No passado fim de semana, o G.D. Resende ganhou por 5 a 1 no campo do Vilacovense.
Em futsal, na divisão de honra (13.º jornada), S. Martinho de Mouros perdeu por 8 a 2 contra o Balsa Nova. Tem 18 pontos e encontra-se na 7.ª posição, com 12 equipas em disputa. Já em juniores, ganhou por 4 a 2 à Académica de Viseu, encontrando-se em 3.º lugar, com 6 equipas em disputa.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Artigo de Anselmo Borges no Diário de Notícias

Anselmo Borges reflecte aqui (e no DN de ontem) sobre questões que nos irão ajudar a tomar uma decisão mais esclarecida no referendo de 11 de Fevereiro.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Blogue do P. João António Pinheiro Teixeira

O Sr. P. João António, natural de S. João de Fontoura, sacerdote muito conceituado na diocese, ex-director da "Voz de Lamego", reitor do Seminário de Lamego e docente do Instituto Superior de Teologia (Beiras e Douro), partilha connosco, através do blogue THEOSFERA(http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt), comentários, reflexões e o testemunho do entusiasmo daquilo em que acredita e da sua visão da vida. Tem colaborado também, para agrado dos seus leitores, nos últimos números do Jornal de Resende, esperando-se que o continue a fazer.Num mundo de incertezas, opacidades, ruídos distractivos e néons enganadores, é bem-vinda esta escrita serena, que nos ajuda a reencontrar o caminho no desacerto dos dias e a prosseguir viagem.
Quem quiser aceder ao blogue deste ilustre conterrâneo, orgulhoso das suas origens e amigo de Resende (clicar), poderá fazê-lo através do link aqui ao lado.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Solar dos Condes de Resende

Localiza-se em Canelas, no lugar de Negrelos (V. N. de Gaia). A construção primitiva é da época medieval. A arquitectura actual é de estilo barroco regional. Possui um belíssimo jardim, conhecido po jardim das camélias.
O solar, outrora propriedade dos condes de Resende, foi adquirido pela Câmara Municipal de V. N. de Gaia em 1984. Após sofrer adaptações para o efeito, funciona, desde 1987, como Casa Municipal de Cultura. Além de eventos (poesia, colóquios, exposições, concertos...), estão aqui sediados os serviços autárquicos de história, arqueologia, antropologia, património e arquivo municipal. Possui também uma biblioteca.
Por ter casado com D. Emília de Castro Pamplona, filha dos condes de Resende, este solar está também muito ligado a Eça de Queirós.
Como homenagem, os condes de Resende constituem o patrono da Escola Secundária com 3.º Ciclo de Canelas, denominando-se "Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Condes de Resende". Como curiosidade, refira-se ainda que existe uma associação "Amigos do Solar Condes de Resende".
Sobretudo para os conterrâneos que vivem e trabalham na região do grande Porto, aqui fica o endereço do Solar/Casa Municipal de Cultura :
Tv. Condes de Resende, 110
Canelas
4405-239 Vila Nova de Gaia
Telef. 227625622/e-mail:solarcondesresende@gaianima.pt
Quem estiver interessado em saber mais sobre este solar clique aqui para aceder a um site da autoria de uma turma da Escola Profissional de Gaia, muito completo, bem elaborado e que honra quem o fez.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

"Referendo sobre o aborto"

Anselmo Borges reflecte no DN (e aqui) de ontem sobre a questão do aborto e o referendo de 11 de Fevereiro.

sábado, janeiro 20, 2007

Cantares dos Reis (2)

Na minha infância, pessoas que sabiam tocar ou cantar iam a casa de amigos por altura de Reis, num são convívio, sendo ocasião para petiscar, beber e contar umas anedotas.
No passado fim de semana, num gesto de amizade, António José A. Fonseca (mais conhecido por Vintém) e um grupo de amigos integrantes do Tom Vintém deslocaram-se a casa da minha irmã, nas Quintãs de Paus, para cantar os Reis. Pude constatar que os mais novos querem manter vivas as tradições desta época.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Cantares dos Reis (1)

Num esforço para manter costumes e tradições da época pós-natalícia, muito arreigados no nosso concelho, vários grupos e colectividades têm percorrido e animado ruas e aldeias, nos fins de semana de Janeiro, com as músicas e cantares de Reis, aproveitando para juntar o útil ao agradável, ou seja, o convívio e a angariação de fundos. É o que tem feito, por exemplo, o grupo musical Tom Vintém, de S. Martinho de Mouros, cujos donativos revertem para a Irmandade de S. Francisco Xavier.
Clique na foto para ampliar

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Pagadores bons, maus e assim-assim

De acordo com o inquérito de Outono da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, só 14% dos municípios saldam as suas dívidas relativas a obras públicas dentro de um prazo inferior a 3 meses, enquanto 23% o fazem após os 12 meses. Resende integra um grupo de 31 municípios que saldam dívidas desta natureza entre os 9 e os 12 meses.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Água ao domicílio no concelho garantida com construção de barragem

Resende e mais cinco municípios do Douro Sul irão ter o problema do abastecimento de água aos domicílios resolvido com a construção de uma barragem no rio Balsemão, em Pretarouca. Esta obra, uma estação de tratamento, 7 reservatórios e 140 quilómetros de condutas estarão prontos até 2008, permitindo levar água de qualidade a cerca de 91 mil habitantes. Para saber mais carregue aqui e aqui.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Mais uma vitória do G.D. de Resende

O Grupo Desportivo de Resende venceu, neste fim de semana, o V. Madeiros por 3-2, continuando a liderar a 2.ª divisão distrital.
Refira-se, a propósito, que, numa das últimas reuniões de Câmara, foi aprovada, a título de empréstimo ( regime de comodato), a cedência de instalações do piso superior da antiga delegação escolar ao Grupo Desportivo para alojamento da respectiva sede.

domingo, janeiro 14, 2007

Através de Montemuro

Enquanto atravessava o Montemuro há duas horas e meia atrás, tinha por companheiro um sol ténue que se escondia por entre as nuvens. Mais à frente, uma brisa ligeira empurrava o nevoeiro gélido, tornando-o mais cortante. Por isso, em Gosende, estas duas "guardadoras" de gado protegiam-se com as suas tradicionais capuchas.
Foi mais um fim de semana cheio de novidades, encontros, moiras e outros petiscos. A "intendência" espiritual esteve a cargo do P. Anselmo Borges, que celebrou a missa na igreja de Paus, constituindo um espaço privilegiado de reencontro. A propósito, o seu artigo no DN de hoje pode ser lido aqui.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Bandas de música de S. Cipriano-3.ª parte

Perguntas e respostas

Todos os músicos são de S. Cipriano?
Quase todos. Só cerca de 10% são provenientes das freguesias vizinhas. S. Cipriano é, aliás, uma das freguesias com mais crianças e jovens. Alguns músicos trabalham e estudam fora do concelho, mas regressam aos fins de semana para ensaiar e actuar. Refira-se também que nenhuma das bandas sofreu qualquer interrupção no seu historial.

E os maestros?
Até hoje, todos têm sido naturais de S. Cipriano.
O maestro d’ “A Velha”, Jorge Manuel Pinto Cardoso, pertenceu a esta banda até ser chamado para a tropa. Após o cumprimento desta, ingressou na PSP, integrando a respectiva banda. Presentemente, exerce funções na PSP, em Lisboa, deslocando-se todos os fins de semana a S. Cipriano.
O maestro d’ “A Nova”, Paulo Teixeira, professor da escola do 2.º ciclo do ensino básico de Resende, também foi músico anteriormente.

Quem são os responsáveis pelas bandas?
Até há pouco tempo eram os maestros. Tudo girava à sua volta, pois as bandas nem sequer eram enquadradas por associações. Longe vão os tempos em que eram constituídas por cerca de 20/30 elementos, faziam as deslocações a pé e anunciavam a sua aproximação com o rebentamento de foguetes.
Presentemente, os maestros ensaiam as bandas, uma vez ou duas por semana, de Setembro a Maio, preparando o repertório anual, e dirigem as respectivas actuações musicais nas deslocações/saídas para festas. Todas as outras funções e responsabilidades, designadamente as financeiras, cabem aos órgãos das respectivas associações, em particular ao presidente da direcção. A título de curiosidade, refira-se que o d’ “A Velha”, Henrique Francisco, é membro da banda desde há 9 anos, tocando saxofone, tendo a ligação à música nascido de uma declaração proferida perante amigos, feita na festa do 4.º Domingo, em Cárquere, de que já não pôde voltar atrás: “brevemente, estarei aqui a tocar convosco”. O d’ “A Nova”, António José Pereira Cardoso, não é músico, sendo a sua ligação à banda explicada pelo ambiente de rivalidade vivido em casa, tendo a influência da mãe levado a melhor sobre a do pai, um apoiante d’ “A Velha”.
Como são feitas as deslocações?
Antigamente, as deslocações eram feitas a pé, pelos montes e vales da região. Algumas viagens chegaram a ser efectuadas em camionetas destinadas ao transporte de gado e mercadorias. Para as festas do aAlto Douro, os músicos iam a pé até à estação da CP e depois seguiam de comboio. Actualmente, as deslocações são feitas em dois autocarros, propriedade de cada uma das bandas.

Ainda se notam animosidades entre as duas bandas?
Há pessoas que ainda se lembram de “batalhas campais” entre músicos e adeptos das duas bandas, com instrumentos a “voar” de um lado para o outro. Presentemente, os responsáveis por ambas as bandas procuram manter um bom relacionamento, mas é patente a existência de rivalidades entre as duas colectividades, que não deixam ninguém indiferente em S. Cipriano. Se houvesse um referendo para saber qual era a melhor música, a percentagem de abstenções e de votos em branco seria nula.
Quem apoia quem?
Por tradição, "A Velha" tinha o apoio da maioria das famílias e casas abastadas de S. Cipriano. Entretanto, com as profundas alterações ocorridas nas últimas décadas no mundo rural, é difícil, actualmente, estabelecer fronteiras entre as respectivas bases "sociais" de apoio.
O objectivo de ambas as bandas é, presentemente, angariar sócios junto de outros públicos, nomeadamente de naturais de S. Cipriano (a residir e a trabalhar fora do concelho) e de pessoas de outras freguesias.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Bandas de música de S. Cipriano-2.ª parte

Música no feminino
Desde há cerca de 30 anos que “A Velha” integra elementos femininos. Pelo seu pioneirismo na região, chegou a causar algum espanto nas festas e romarias onde actuava. A chegada do género feminino à “Nova” aconteceu uns anos mais tarde. Actualmente, “A Velha” tem dez raparigas e “A Nova” nove. Senhoras casadas não se encontram. Se o namoro leva à desistência de algumas raparigas, o estado de casada parece incompatível com a continuação nas bandas, à excepção de uma senhora que, por enquanto, continua n' "A Velha".

Protocolo para evitar “fugas” entre bandas
Quezílias entre colegas e incompatibilidades com os maestros foram responsáveis, no historial das bandas, por mudanças de “camisola”. Esta questão foi sempre um factor de perturbação no relacionamento entre as duas colectividades. Para tentar ultrapassar este problema, graças aos bons ofícios do Sr. P. Abel Costa, pároco da freguesia, foi assinado, em 2003, um protocolo que dificulta o ingresso numa banda em caso de desistência da oura. Desde aquela data, isto só poderá acontecer quando decorridos dois anos consecutivos após a saída.

Instalações e sede
Após o 25 de Abril de 1974, a comissão administrativa da Casa do Povo, cujas instalações são originárias da Sociedade de Beneficência de S. Cipriano, propôs a ambas as bandas a cedência de um espaço para os ensaios, tendo “A Velha” aceitado. Pelo contrário, “A Nova” apenas lá teria efectuado dois ou três ensaios, vindo a desistir por motivos desconhecidos. De acordo com outra versão, esta banda nem sequer teria sido convidado para o efeito.
“A Velha”, que anteriormente ensaiava num palheiro, está adstrita desde 1977 à Casa do Povo, enquadrada formal e juridicamente pela Associação da Banda de Música da Casa do Povo de S. Cipriano “A VelhA”. Refira-se que o espaço cedido, tal como todo o restante edifício, estão a necessitar de obras de fundo.
“A Nova”, presentemente a ensaiar no pavilhão da antiga tele-escola, aguarda para daqui a um ano a conclusão de um edifício, financiado em 70% pela Administração Central e em 30% pela Câmara Municipal, cujo orçamento ronda os 150 mil euros. É um sonho antigo, cuja concretização deve muito ao empenhamento do actual elenco camarário.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Bandas de música de S. Cipriano-1.ª parte

Reproduz-se, a seguir, um artigo sobre as bandas de música de S. Cipriano de minha autoria, escrito para o Jornal de Resende (edição de Novembro passado), tendo como título: "A Nova" e "A Velha" de S. Cipriano: não morrem de amores, mas não podem viver uma sem a outra.

Na época de Natal, ambas realizam uma festa/convívio para sócios e familiares na Casa do Povo. Embora “A Nova” ultrapasse “A Velha” em número de sócios, conseguindo juntar mais pessoas, ninguém assume qual a que reúne mais adeptos na freguesia. Em S. Cipriano, embora todos sejam “ferrenhos” de uma ou de outra, sobressai o orgulho por ambas.

Pequeno historial
A primitiva banda de S. Cipriano foi criada no longínquo ano de 1840 por iniciativa, ao que tudo indica, do P. António Pinto Monteiro, pároco da freguesia. Reinava então a rainha D. Maria II. Depois de uma época conturbada, vivia-se agora alguma tranquilidade. Seis anos antes, em 1834, tinha sido assinada a Convenção de Évora Monte, que pusera termo às guerras liberais entre os partidários de D. Miguel e D. Pedro IV.
Passados alguns anos, o regente da banda emigrou para o Brasil, tendo-a deixado entregue a um amigo. Quando regressou uns anos mais tarde, quis retomar a regência, mas o amigo não esteve pelos ajustes. Perante a desfeita, resolveu criar uma nova banda, gerando com isso divisões, levando à saída de alguns elementos da banda originária. Decorria então o ano de 1881 (Cf. 1970, Joaquim Costa-Monografia de Resende, CM de Resende).
Ainda hoje, há quem considere que as duas bandas tiveram início nesta última data, visto ambas serem originárias da banda formada em 1840. A maioria assume, contudo, que “A Velha” foi criada em 1840 e “A Nova” em 1881, pois a primitiva banda nunca acabou. As respectivas designações (“A Nova” e “A Velha”) é que tiveram lugar no ano do “cisma”, ou seja, em 1881.

Viagem ao presente
Após a descida do Montemuro, em velocidade moderada, devido ao denso nevoeiro que se colava às ervas e arbustos, cheguei, como combinado, às 21h, à Casa do Povo. Deparei-me com jovens, carregando instrumentos musicais, que se dirigiam com o maestro d’ ”A Velha” para uma sala um tanto austera e desconfortável, onde iria decorrer um ensaio naquela sexta-feira. Pouco depois, chegou o presidente da direcção, Henrique Francisco, que é o coordenador da distribuição postal de Resende. Revelou-se um conversador nato. O diálogo decorreu sobre chuva intensa, numa sala da cave, onde têm lugar os ensaios da escola de música. Estava também presente o Sr. José Pinto, tesoureiro da banda e presidente da direcção da Casa do Povo. Com 78 anos, é a história viva da banda, pois é músico desde os doze anos e pertence aos órgãos directivos há trinta.
No dia seguinte, sábado, às 21h45, ao aproximar-me do pavilhão pré-fabricado, onde funcionou a tele-escola, já eram bem audíveis os sons dos vários instrumentos. Decorria então o ensaio da orquestra d’ “ A Nova”, numa sala sem condições para o efeito. A conversa com o presidente da comissão administrativa, António José Pereira Cardoso, teve lugar no pequeno átrio de entrada, sendo “obrigado” a escrevinhar em cima do assento de uma cadeira. Tinha preparado um pequeno dossiê, que me entregou após nos cumprimentarmos. Construtor civil, está nos antípodas da imagem que habitualmente temos desta classe empresarial. Pareceu-me um homem discreto e muito preocupado quanto à veracidade dos factos e exactidão dos dados e números.

Elementos comuns
Ambas as bandas apostam na formação de crianças e jovens. Mantêm, por isso, escolas de música, sendo ambas subsidiadas pela Câmara Municipal por igual montante mensal (€100,00). O ensino é gratuito, assumindo as bandas todas as despesas com a aquisição de instrumentos e fardas. Como curiosidade, refira-se que os monitores integram as respectivas bandas e frequentam cursos de música em estabelecimentos da especialidade, fora do concelho.
Vocacionadas para determinadas públicos e eventos específicos, autonomizaram orquestras ligeiras, sendo cada uma constituída por cerca de 20/25 elementos.
Muitos dos alunos das escolas de música e todos os componentes das orquestras integram as respectivas bandas, que nos habituámos a apreciar nas festas e romarias das nossas aldeias. O número de executantes anda à volta de cinquenta, variando as idades entre os 9 e os 70 anos. Cerca de metade é constituída por estudantes.
O número de contratos/saídas é equivalente: cerca de 30 por ano. Fazendo-se valer dos seus pergaminhos e qualidade, nenhuma festa é ajustada por menos de €2.000,00. Em Agosto, este valor pode chegar aos €2.500,00 e mesmo aos €3.000,00.
Relativamente às ajudas de custo, pagas aos músicos nestas deslocações, o intervalo dos respectivos montantes é semelhante: varia entre os €15,00 e os €50,00.
Ambas as bandas têm dificuldade em manter as contas equilibradas. Torna-se, por vezes, necessário o recurso a empréstimos de sócios ou gente amiga. As despesas são muitas: aquisição de fardamento, instrumentos musicais e partituras, seguros, subsídios a maestros, transportes, arranjos de material, manutenção das escolas de música, gastos com o autocarro, entre outras. Para lhes fazer face, cada banda só pode contar com as receitas dos contratos/saídas para festas, quotas dos associados e pequenos donativos. À excepção da Câmara Municipal que tem concedido a cada uma um subsídio à volta de €5.500,00/€6.500,00, não tem havido qualquer outra entidade oficial que tenha puxado os cordões à bolsa para este efeito.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Cultura etimológica

A leitura do artigo de Anselmo Borges no DN de ontem, em torno dos sentidos da experiência, é também uma lição de étimos e de semasiologia (link).

domingo, janeiro 07, 2007

E por último, o presépio da igreja de Paus

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Quem diremos nós que viva!

Quem diremos nós que viva,
No grãozinho do arroz?!
Vivam senhor's e senhoras,
Por muitos anos e bôs!

Viva o filhinho mais novo...
Quando põe no seu chapéu,
Põe-no no meio da sala,
Parece um anjo do Céu.

Quem diremos nós que viva,
Na folhinha do codesso?!
Viva a menina mais velha,
Qu'eu por nome não conheço.

(Cantiga de Reis, originária de Fazamões/Paus, "Cancioneiro de Resende")

Nota: Estão de parabéns os/as "obreiros/as" do presépio da minha terra, pois, ao contemplá-lo, conseguiu despertar em mim a mesma magia de antigamente.

sábado, janeiro 06, 2007

Presépio da capela de Sta. Catarina/S. Martinho de Mouros

Adorai o Deus Menino

Adorai o Deus Menino,
Adorai-o com profundo;
Antes que o bídeis pobre,
É Senhor de todo o mundo.

Vamos dar as bôs festas,
A estes nobres senhores,
É nascido o Deus Menino,
Em belém, entre os pastores.

Esta noite é bem feita,
Defronte tem uma guia:
A Virgem Nossa Senhora
Que a traz na companhia.

Noite ditosa,
Cheia de amor,
Já é nascido
O Redentor!

(Canção de Reis originária de Cavalhão/S. Martinho de Mouros, "Cancioneiro de Resende")

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Presépio da igreja de Felgueiras

Ó da Casa Nobre Gente!

Ó da casa, nobre gente,
'Scuitareis e ouvireis:
As portas do Oriente
São chegados os três Reis.

Os três Reis são três c'roados,
Vinde ver quem nos c'roou
E mais quem nos ordenou
No vosso santo caminho.

Mandarem por uma estrela,
Que l'ensinasse o caminho,
A estrela foi pousar
Ao alto duma cabana...

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três,
Adoraram o Deus Menino,
Cada um por sua vez.

No incenso, é Deus imenso,
No oiro, é Rei chamado,
Na mirra, se representa
Qu'há-de ser cruceficado.

Já escurecem nos baixos,
Amanhecem nos oiteiros;
Vivam os homens honrados,
Fidalgos e cavalheiros.

(Cantiga de Reis originária de Felgueiras, Cancioneiro de Resende")

Incêndio em casa de S. João de Fontoura

Cerca das 14h30 de ontem, deflagrou um incêndio numa casa antiga de Nadais de Baixo/S. João de Fontoura, deixando desalojados quatro homens de origem romena (link).

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Presépio de S. Martinho de Mouros

É o único presépio do concelho, que se encontra na rua, em espaço aberto ( nas escadas da igreja do Senhor do Calvário). São as nossas tradições e a linguagem original do Natal à vista de todos.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Presépio da igreja de Miomães

Ó Meu Menino Pequeno!
(Cantiga de "engalhar" meninos)

Ó meu menino pequeno!
Todos te chamam pequeno,
Só para mim és tão grande
Pelo amor que te tenho!

O meu menino é d'oiro,
É d'oiro e doiradinho;
Hei-de entregá-lo ao Senhor,
Não quero mais ter menino!

(Canção originária de Miomães, "Cancioneiro de Resende")

terça-feira, janeiro 02, 2007

Troca de pontos de vista entre Anselmo Borges e Joana Amaral Dias

O nosso conterrâneo Anselmo Borges e Joana Amaral Dias trocam, no Diário de Notícias de hoje (não acessível por via electrónica), pontos de vista em torno de diversas questões.

Presépio da igreja de Ovadas


Nana, Nana, Meu Menino
(Cantiga de "ingalhar" as crianças)

Nana, nana, meu menino,
Qu'a mãezinha logo vem,
Foi lavar os teus paninhos
À fontinha de Belém.

Nana, nana, meu menino,
Nana, qu'eu nano também;
Quem seu menino imbela,
Já quer qu'ele druma bem.

(Canção originária de Ovadas de Cima, "Cancioneiro de Resende")

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Presépios da Santa Casa da Misericórdia



Felizmente, ao contrário de outra grande instituição de Resende (os bombeiros em cujas instalações não foi feito nenhum presépio), a Santa Casa da Misericórdia tem vários (capelas, recepção do hospital, corredor do lar de idosos...), embora aqui se apresentem apenas três. São múltiplas facetas e expressões do Natal e do seu imaginário.